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A unidade da Casas Bahia em Camaquã amanheceu de portas fechadas na última sexta-feira, 14 de agosto, marcando o fim definitivo das operações físicas do grupo no município.
A loja, que estava em funcionamento na Avenida Presidente Vargas desde setembro de 2022, fixou um aviso na entrada orientando os clientes que possuem pendências ou necessitam de atendimento presencial a procurarem as unidades localizadas na capital, Porto Alegre.
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O fechamento da filial camaquense não é um fato isolado, mas sim parte de um corte severo promovido pela rede varejista em todo o país.
A companhia executou o encerramento em massa de 298 lojas físicas — o que equivale a 28,7% de toda a sua rede de atendimento no Brasil —, além de demitir aproximadamente 1,9 mil colaboradores em um intervalo de apenas 48 horas.
Prejuízo para as Casas Bahia
O encolhimento expressivo da rede de lojas decorre de um quadro financeiro gravíssimo enfrentado pela varejista.
No primeiro trimestre de 2026, a empresa registrou um prejuízo próximo a R$ 1,1 bilhão, dobrando o volume de perdas em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Esse resultado sucede um balanço deficitário acumulado ao longo de todo o ano de 2025, no qual o prejuízo consolidado somou R$ 3 bilhões.
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Para evitar o colapso operacional e renegociar os débitos com credores bancários, a diretoria da companhia aprovou recentemente um plano de recuperação extrajudicial.
O acordo busca readequar o perfil das dívidas e permitir que a empresa mantenha a sustentabilidade de suas contas nos próximos anos.
Recuperação judicial
A companhia passou por uma recuperação extrajudicial em 2024, após um desequilíbrio em sua estrutura de capital.
Na ocasião, o processo foi “solucionado” através de acordo de renegociação das dívidas bancárias, que acabou postergando o impacto.
Agora, com o fechamento, a empresa busca aumentar suas margens de lucro e equilibrar a balança entre o físico e o digital.
Foco no comércio eletrônico
Diante da queda no faturamento do varejo físico, o e-commerce passou a ser a principal aposta da diretoria para garantir a viabilidade da operação.
O volume bruto de mercadorias movimentado pelo grupo cresceu 5%, para 11,2 bilhões de reais. O e-commerce, por sua vez, teve alta de 14,6%, acumulando seis trimestres seguidos de crescimento.
Apesar de uma ligeira retração no marketplace de terceiros, as vendas digitais de produtos próprios avançaram 26% no primeiro trimestre, impulsionadas por parcerias estratégicas com grandes plataformas do setor, como o Mercado Livre.
O plano de reestruturação foca na redução drástica de custos fixos — como folha de pagamento de pessoal e aluguéis de pontos comerciais estratégicos — para direcionar investimentos aos canais digitais e buscar a reversão dos prejuízos no médio prazo.
Conforme apurado pela reportagem do Sul360, os consumidores de Camaquã que necessitarem de suporte para carnês, trocas ou pagamentos devem utilizar os canais oficiais de atendimento telefônico e os aplicativos digitais da marca, além das filiais físicas mantidas em Porto Alegre.







