Dois acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) pela explosão de caixas eletrônicos em Arambaré, em setembro de 2017, foram condenados pelo Tribunal do Júri de Camaquã na quarta-feira, 26 de novembro. Os réus responderam por tentativa de homicídio qualificado contra três policiais militares, além de outros crimes ligados ao ataque.
As condenações ocorreram após a análise do caso em plenário, que contou com a atuação dos promotores de Justiça Fernando Mello Müller, da comarca de Camaquã, e Fernando Sgarbossa, designado pelo Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ). As penas aplicadas foram de 22 anos e 29 anos de prisão.
O crime aconteceu no Centro de Arambaré, quando um grupo criminoso explodiu dois caixas eletrônicos do Banrisul durante a madrugada do dia 5 de setembro de 2017. Na fuga, os envolvidos utilizaram dois veículos e foram perseguidos pela Brigada Militar (BM).
Durante a perseguição, os réus e comparsas atiraram contra a viatura da BM, o que configurou tentativa de homicídio qualificado contra três policiais militares. A troca de tiros elevou o grau de gravidade do crime e reforçou o entendimento do Ministério Público sobre o risco assumido pelos envolvidos.
Além da tentativa de homicídio qualificado, o Júri reconheceu as responsabilidades dos acusados pelos seguintes crimes:
• furto qualificado com uso de explosivos,
• associação criminosa,
• receptação,
• adulteração de veículo automotor.
O conjunto de crimes reforçou as penas elevadas aplicadas aos dois condenados.

Um terceiro envolvido no ataque já havia sido condenado em 2023, também pelos mesmos crimes. Ele recebeu pena de 22 anos de reclusão, fechando o julgamento dos principais autores do ataque ao banco.


