Um episódio inusitado mobilizou a Brigada Militar de Sentinela do Sul nesta semana. Uma idosa de 70 anos acionou a guarnição afirmando ter visto um lobisomem nas proximidades de sua residência. Ela alegou ainda uma possível tentativa de invasão.
A situação ganhou repercussão após o registro do boletim de ocorrência e levou o Comando Regional de Polícia Militar do Centro-Sul a emitir uma nota oficial.
Segundo a BM, a equipe foi chamada com urgência diante do risco percebido pela solicitante.
Ao chegar ao local, os policiais realizaram a averiguação e não encontraram qualquer indício de invasão, ameaça ou presença suspeita.
Os moradores, então, relataram acreditar que o fato poderia estar relacionado a uma figura folclórica: o lobisomem.
O filho do casal, que é cego, confirmou a versão dada pelos pais, afirmando que o suposto lobisomem “atormenta a família há anos”.
Segundo eles, a figura folclórica aterroriza a casa há pelos menos três anos.

Nota da Brigada Militar
Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (23), a corporação informou que a forma como o boletim foi redigido não condiz com os valores, a ética e os protocolos policiais-militares, previstos na legislação que rege a atividade.
No boletim, os policiais afirmaram “não ter o lendário caçador Van Helsing” à disposição para caçar o suposto lobisomem.
Por este motivo, o registro está sendo apurado para verificar responsabilidades e adotar as medidas cabíveis.
A BM reforçou que, apesar da natureza inusitada da denúncia, a guarnição tratou a chamada como possível situação de risco.
Os policiais se deslocaram prontamente e encerraram a ocorrência após orientação. Eles deixaram claro que os moradores podem acionar novamente a polícia se houver qualquer evidência real de perigo.
O caso chamou atenção pela peculiaridade, mas também levantou um debate sobre a importância da comunicação adequada em boletins de ocorrência, principalmente para garantir seriedade e precisão nos registros oficiais.
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