Internautas denunciam furtos e insegurança na Praça Donário Lopes, no Centro de Camaquã
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Moradores e frequentadores da Praça Donário Lopes, no Centro de Camaquã, têm relatado uma crescente sensação de insegurança no local, especialmente nas últimas semanas. A equipe do Sul360 recebeu diversos relatos de abordagens, importunações e até furtos ocorridos em plena luz do dia.
Um dos internautas, que preferiu não se identificar, contou ter sido vítima de um roubo na segunda-feira de Carnaval, no dia 16 de fevereiro.
O idoso relatou que caminhava pela praça durante a manhã quando foi abordado por um homem, que conseguiu furtar seu celular rapidamente antes de fugir.
Outro relato semelhante veio de uma entregadora, que também foi abordada pelo mesmo indivíduo.
O homem tentou pegar moedas e valores dentro de seu veículo. No entanto, ela conseguiu se afastar antes de ter algum item subtraído.
Ambos afirmam que o homem circula rotineiramente pelo local.
A reportagem do Sul360 esteve na Praça Donário Lopes nos dias seguintes aos relatos e confirmou a presença do indivíduo descrito pelas vítimas.
Neste sábado (21), outra internauta afirmou ter sido abordada e importunada pelo mesmo homem, reforçando a recorrência da situação.
Briga e vandalismo no Centro
Além dele, um casal também chama atenção pela presença constante na praça.
Frequentemente vistos discutindo entre si e com outras pessoas, eles já tinham aparecido em um vídeo publicado pelo Sul360 na última semana, em que foram flagrados brigando com um homem na rua General Zeca Netto.
No mesmo registro, outro casal tenta vandalizar a porta de vidro de um estabelecimento comercial, local que fica a menos de 100 metros de onde os furtos foram registrados.
Mesmo com patrulhamento constante da Brigada Militar na praça e no entorno, o grupo segue frequentando o local, o que tem gerado preocupação e desconforto entre comerciantes e moradores.
Atuação da Prefeitura
A reportagem do Sul360 entrou em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Social, a popular Ação Social, para entender a atuação do Poder Público nestes casos.
É importante pontuar que a atuação da pasta se limita ao acolhimento dos moradores de rua e das pessoas em situação de vulnerabilidade. A ação frente a quaisquer crimes cometidos são de responsabilidade dos órgãos de segurança (Polícia Civil e Brigada Militar, citados no tópico anterior).
Por meio da Ação Social, são ofertados alguns serviços que buscam restabelecer a dignidade e a condição de vida saudável para pessoas em vulnerabilidade.
A coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) em Camaquã, Vanessa Roloff Morais, destacou que as principais ações são feitas junto ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferece um importante serviço relacionado a saúde mental destas pessoas.
As ações buscam identificar quem são estas pessoas, para que a pasta vá em busca da sua família ou rede de apoio. O objetivo é fortalecer estes vínculos e ofertar um atendimento digno.
No entanto, existe um entrave. A pasta não possui autonomia ou “força de polícia”. O acolhimento, neste caso, não é compulsório e sim voluntário. A pessoa precisa, voluntariamente, estar disposta.
Desta forma, o acolhimento e os serviços, como a permanência no Albergue Municipal, estão disponíveis desde que a pessoa queria utilizá-los.
“O acesso aos serviços e a todos os direitos estão disponíveis, desde que ele queira”, destacou Vanessa.
A abordagem Social
A Abordagem Social constitui serviço continuado, planejado e sistemático, integrante da Proteção Social Especial de Média Complexidade do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
O serviço consta na Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais, executado no âmbito do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) ou por equipes específicas vinculadas à rede socioassistencial.
Trata-se de estratégia de busca ativa no território, realizada por equipe técnica interdisciplinar, com os seguintes objetivos:
1 – Identificar situações de risco pessoal e social e violação de direitos;
2 – Realizar escuta qualificada e construção de vínculo de confiança;
3 – Promover o acesso à rede socioassistencial e às demais políticas públicas;
4 – Viabilizar encaminhamentos à rede intersetorial, assegurando a integralidade da proteção social.
A abordagem pode ocorrer:
1- Diretamente nos espaços públicos (ruas, praças, logradouros, ocupações e demais territórios de permanência);
2- A partir de mapeamento socioterritorial previamente realizado;
3- Mediante acionamento da rede intersetorial (saúde, segurança pública, sistema de justiça, conselhos de direitos, entre outros);
4- Por demanda espontânea do próprio usuário.
A finalidade não é a retirada compulsória da pessoa do espaço público, mas a garantia de acesso a direitos, a inclusão em serviços e benefícios socioassistenciais e a construção de alternativas para superação da situação de vulnerabilidade e risco social.
Para isso, se usa como base o fundamento no respeito à dignidade humana, à autonomia e à autodeterminação do usuário.
A Assistência Social, inclusive por meio do CREAS, não possui poder de polícia, não lhe competindo a adoção de medidas coercitivas, repressivas ou de natureza sanitarista.
O que fazer se você foi vítima?
A orientação das autoridades é clara: denuncie.
Sem boletim de ocorrência, a polícia não consegue investigar, agir ou prender os responsáveis.
Cada registro formal ajuda a mapear padrões, identificar suspeitos e justificar operações mais frequentes na área.
As denúncias podem ser feitas:
- Diretamente na Brigada Militar, pelo 190;
- Na Polícia Civil, presencialmente;
- Ou pela Delegacia Online.
No caso de furto ou importunação, mesmo sem agressão, é essencial registrar a ocorrência para que as forças de segurança tenham elementos suficientes para atuar.
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