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Ministério Público apura caso de lista ofensiva contra alunas do IFSul Pelotas; oito estudantes foram afastados

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) instaurou um expediente administrativo para apurar o caso envolvendo a criação e circulação de uma lista com conteúdo ofensivo direcionado a alunas do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), campus Pelotas. O episódio veio à tona no último fim de semana e mobiliza autoridades educacionais, policiais e familiares dos estudantes envolvidos.

Segundo informações divulgadas, oito alunos foram afastados pela instituição após serem identificados como responsáveis pela elaboração e disseminação de um material em formato de ranking com conteúdo de cunho sexual sobre colegas. A lista, compartilhada em redes sociais e aplicativos de mensagens, continha imagens não autorizadas, classificações ofensivas e comentários depreciativos sobre cerca de 30 alunas adolescentes.

Ministério Público acompanha medidas e presta apoio às vítimas

Na tarde da última terça-feira (24), a Promotoria da Infância e Juventude de Pelotas reuniu-se com a direção do IFSul para solicitar informações preliminares e acompanhar as primeiras providências adotadas pela instituição. O objetivo é esclarecer as circunstâncias do caso e garantir a proteção das estudantes envolvidas.

Ainda nesta semana, o Ministério Público deverá promover um encontro com as famílias das vítimas para oferecer acolhimento, apoio e orientações. Também está prevista uma reunião com os autores dos fatos e seus responsáveis legais, em conjunto com a Promotoria Regional da Educação (Preduc), quando serão definidas medidas pedagógicas cabíveis.

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Paralelamente, o órgão articula com o Instituto a implementação de ações preventivas baseadas nas diretrizes do ECA Digital, voltadas à educação para o uso responsável das tecnologias e ao fortalecimento de um ambiente escolar seguro.

Caso foi registrado na Polícia Civil

Famílias das estudantes procuraram a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que registrou boletim de ocorrência classificando o episódio como cyberbullying, uso indevido de imagem e atos infracionais análogos a crimes contra a honra. As idades dos alunos afastados não foram divulgadas.

De acordo com o relato da mãe de uma das vítimas, que preferiu não se identificar, a exposição provocou constrangimento, humilhação e forte abalo emocional nas estudantes citadas na lista.

O Ministério Público informou ainda que aguarda a conclusão do procedimento policial para avaliar possíveis medidas legais.

IFSul afirma que caso é tratado com máxima seriedade

Em nota oficial, a reitoria do IFSul informou que os oito estudantes foram suspensos e que o episódio está sendo tratado como caso de assédio. A instituição também anunciou que as alunas mencionadas receberão atendimento psicológico e acompanhamento de assistentes sociais nos próximos dias.

Segundo a vice-reitora, Lia Nelson, o Instituto aguarda orientações das autoridades competentes sobre os próximos encaminhamentos. Estão previstas reuniões com a Promotoria da Infância e Juventude e com a Delegacia da Mulher, além da realização de ações pedagógicas de conscientização para toda a comunidade escolar.

A instituição reiterou, em comunicado, repúdio a qualquer forma de assédio e destacou o compromisso com a defesa da dignidade, do respeito e da integridade dos estudantes, reforçando que não serão toleradas práticas de violência ou discriminação dentro do ambiente acadêmico.

As investigações seguem em andamento.

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