Devoradores de Estrelas (Project Hail Mary) | Review

Devoradores de Estrelas (Project Hail Mary) | Review

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Devoradores de Estrelas (Project Hail Mary) é o tipo de filme que você precisa ver no cinema. Nele acompanhamos um professor de física do ensino fundamental, Ryland Grace, interpretado brilhantemente por Ryan Gosling.

Logo no início, temos o nosso protagonista sozinho no espaço, dentro de uma nave a cerca de 113 anos-luz da Terra. A partir daí, o filme nos apresenta um dilema: o que está acontecendo?

Com uma pegada inicialmente futurista e confusa, a narrativa alterna entre presente e flashbacks, revelando aos poucos os eventos que o levaram até aquele momemto, uma vez que ele acorda sem memória, sem saber por que está ali e o que significa aquela missão.

Nos flashbacks, vemos sua vida na Terra, incluindo momentos em sala de aula. Em um deles, uma agente do governo, Eva Stratt, aparece após descobrir um artigo controverso escrito por Grace.

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Nesse artigo, ele questionava conceitos científicos estabelecidos, o que acabou levando à sua demissão no antigo emprego. A partir daí, ela o convida para participar de um projeto secreto.

Temos nesse ponto o conflito central da trama: o Sol está morrendo. Um microrganismo alienígena, apelidado de “Astrophage”, está consumindo a energia das estrelas que tornam eles verdadeiros devoradores de estrelas. Esse fenômeno ameaça não só a Terra, mas todo o sistema solar.

Grace passa então a estudar esses organismos, essa parte do filme é extremamente interessante de um ponto de vista ciêntífico, utilizando de conceitos da física e da biologia de maneira bem intuitiva e compreensível, não sendo massante, além de ser muito acessível independente do seu intendimento sobre essas áreas.

Aos poucos, entendemos como ele foi parar na missão espacial, que basicamente é uma tentativa desesperada de salvar a humanidade.

No presente, no espaço, o filme ganha outro tom. Em um momento surpreendente e até cômico, Grace encontra uma nave alienígena e é aqui que surge um dos pontos mais fortes da história: o encontro com Rocky.


Uma amizade “improvável”?

A relação entre os dois é construída de forma incrível. Mesmo sem linguagem em comum, eles desenvolvem uma comunicação baseada em ciência, padrões e tentativa e erro.

O que começa como estranhamento evolui para uma amizade genuína e emocionante.

É quase como um processo de terapia ocupacional: Ryland Grace adapta diversos conceitos científicos da Terra para que Rocky consiga entender e compreender o que ele está tentando comunicar.

Essa construção é muito rica, mostrando como a adaptação, a criatividade e a troca são essenciais para a conexão entre seres completamente diferentes.

Essa parte reforça um dos principais temas do filme: coragem vs. covardia.

O próprio Grace se considera um covarde em vários momentos, questionando se coragem é realmente algo nobre ou apenas uma forma de burrice.

Ao longo da história, vemos essa visão sendo desafiada de maneira muito humana.

E é justamente aí que o filme brilha: ele é perfeito nas questões humanas e emocionais. Você entra em uma verdadeira montanha-russa de sentimentos: vai rir, chorar, ficar tenso, sentir alegria. E tudo de forma muito natural e bem construída.

Devoradores de Estrelas (Project Hail Mary) | Grace e Rocky
Devoradores de Estrelas (Project Hail Mary) destaca a amizade entre Grace e Rocky. Foto: Reprodução

Fotografia viva e vibrante

Outro ponto muito comentado é a estética do filme. Diferente de obras como “Interestelar”, que optam por um visual mais sóbrio e realista, Devoradores de Estrelas abraça cores vibrantes e uma fotografia mais viva.

Isso traz uma identidade visual forte e, para muitos, mostra uma coragem criativa que falta em outros filmes do gênero. Eles não tiveram medo de ousar  é cinema em seu estado puro.

Podemos dizer, sem exagero, que esse filme é arte.

Temos o grande filme do ano, até o momemto, além de ser lindo, não é cansativo, é ousado, com um protagonista muito carismático e que nos apresenta uma mistura de ficção científica, humor, emoção e ciência bem aplicada, tudo dentro de um roteiro bem amarrado.

Para mim, é facilmente o melhor filme de 2026 até agora.

Assista o trailer:

Autor

  • Elias Bielaski

    Jornalista, web designer, consultor de SEO, analista de marketing.

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