Prefeitura de Camaquã garante realocação e moradores da Pacheca relatam “alívio”
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Com uma expressão de alívio, moradores da Pacheca deixaram a reunião com os representantes da Prefeitura de Camaquã com boas notícias. Os moradores da rua da Barca participaram de reunião na manhã desta quinta-feira (2) no gabinete do prefeito Abner Dillmann.
Seis moradores representaram as famílias atingidas. Também estiveram presentes secretários municipais de Segurança e Mobilidade Urbana, Desenvolvimento Social, Procuradoria e representantes da Habitação.
Em conversa com a reportagem do Sul360 (assista abaixo), eles relataram que a realocação das famílias para novas residências está “encaminhada”. O local que vai receber as novas casas é um terreno, que pertence à Prefeitura, dentro da Vila da Pacheca.
A prefeitura já possui um levantamento social feito pelo Centro de Referência em Assistência Social (Cras) Getúlio Vargas, que identifica as famílias que residem nas casas interditadas. São 11 moradias permanentes.
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Durante o encontro, o prefeito afirmou que o município vai garantir solução para os moradores. Uma reunião com a Defesa Civil Estadual e a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social está marcada para terça-feira (7).
A intenção é buscar recursos para a construção de novas moradias em uma outra área da Vila Pacheca, atendendo desejo dos moradores que preferem permanecer na região.
Mesmo que não haja apoio externo, Dillmann disse que a prefeitura assegurará as casas com recursos próprios. O município já definiu uma área na Vila Pacheca para o loteamento dos terrenos destinados às famílias e deve iniciar o projeto das casas.
Até a solução definitiva, os moradores seguem com acompanhamento das equipes sociais. Segundo o prefeito, “nenhuma família da rua da Barca ficará desassistido pela prefeitura de Camaquã”.
Momentos de aflição
Nos últimos dias, os moradores viveram momentos de aflição após serem comunicados que teriam que deixar suas residências, que foram interditadas pela Defesa Civil.
Agora, mesmo tendo que deixar o local, eles relataram um sentimento diferente.
Após a reunião, realizada na manhã desta quinta-feira, 2 de abril, os moradores relataram que a realocação para novas residências foi garantida pelos representantes do Poder Executivo.
Serão 11 novas residências que vão abrigar os moradores que residiam no local de forma fixa.
Confira a fala dos moradores ao final da reunião na Prefeitura:
A interdição
Ao todo, a força-tarefa realizada nesta semana recomendou a interdição de 25 imóveis situados às margens do Rio Camaquã, em Área de Preservação Permanente (APP), conforme laudo técnico da Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul.
Dos 25 imóveis, apenas nove são ocupados por famílias residentes de forma permanente.
O documento aponta risco elevado de desmoronamento devido à instabilidade do terreno, agravada pela erosão das margens do rio, pela ausência de vegetação ciliar e pela elevação do lençol freático, fatores que comprometem a segurança das edificações.
“A Prefeitura reforça que a decisão prioriza a preservação da vida, especialmente diante do histórico de cheias do Rio Camaquã e da aproximação de períodos chuvosos, que aumentam significativamente os riscos para as famílias que residem no local irregular”, destacou a Prefeitura, em nota.
A angústia dos moradores
Embora conscientes dos riscos, os moradores relataram extrema angústia em virtude da necessidade de deixar seus lares de forma “repentina”.
Após a reunião desta quinta-feira (2), no entanto, os moradores relataram um sentimento diferente:
“Vamos passar a Páscoa com o coração mais tranquilo”, relatou uma moradora à reportagem do Sul360.
Segundo os moradores, a reunião correu de forma tranquila e também ajudou a tranquilizar os moradores, que estavam incertos sobre seu “destino”.














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