A instalação de pedágios entre Camaquã e Pelotas deve ocorrer apenas no final de 2027, conforme projeção atual da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A medida faz parte da nova concessão da chamada Rota Portuária Sul, que prevê investimentos de cerca de R$ 10,5 bilhões ao longo de 30 anos.
Segundo apuraodo pela reportagem do Sul360, o projeto envolve aproximadamente 460 quilômetros das BRs 116 e 392, corredores estratégicos para o escoamento da produção no sul do Estado.
A cobrança, no entanto, não será imediata após a concessão. O início dos pedágios deve ocorrer cerca de seis meses após a nova empresa assumir as rodovias.
Novo modelo de pedágios
O sistema tradicional de praças será substituído pelo modelo free flow, que já é utilizado em outras rodovias do Rio Grande do Sul.
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Nesse formato, o motorista não precisa parar. Câmeras fazem a leitura da placa e o valor é cobrado conforme a distância percorrida.
Quem possui tag paga automaticamente. Já os demais terão até 30 dias para quitar a tarifa por meio digital ou em pontos físicos.
Caso o pagamento não seja feito dentro do prazo, o condutor pode receber multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.
Onde ficarão os pontos de cobrança?
O novo modelo prevê 14 pórticos de cobrança eletrônica ao longo das rodovias.
Na BR-116, o trecho entre Camaquã e Jaguarão terá oito pontos, com pórticos em Cristal, São Lourenço do Sul e Pelotas.
Já na BR-392, entre Rio Grande e Santana da Boa Vista, serão seis pontos distribuídos entre Rio Grande, Pelotas, Canguçu e Piratini.
Tarifas e início da cobrança
A estimativa inicial é de cerca de R$ 0,05 por quilômetro rodado, podendo chegar a R$ 0,10 ao longo da concessão.
Na prática, os valores devem variar entre R$ 2,12 e R$ 5,43 por trecho, a partir do segundo ano.
Nos primeiros quatro meses após o início da concessão, não haverá cobrança. Depois, haverá um período com tarifas reduzidas até o primeiro ano completo.
Próximos passos do projeto
O processo ainda está em fase de discussão pública. As contribuições da população podem ser enviadas à ANTT até 22 de abril.
Depois disso, o projeto será ajustado e analisado pelo Tribunal de Contas da União.
A previsão é de leilão em 2027. A nova concessionária deve assumir entre julho e agosto do mesmo ano.
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