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EXCLUSIVA: Familiares de camaquense internado são alvos do “Golpe do Falso Médico”

golpe do falso médico

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Familiares de um idoso internado na UTI do Hospital Nossa Senhora Aparecida, em Camaquã, foram alvo de uma tentativa de golpe neste fim de semana. Eles entraram em contato com a reportagem do Sul360 e relataram caso do “Golpe do Falso Médico”, aplicado por uma quadrilha que atua em todo o Brasil.

Criminosos entraram em contato por telefone se passando por um médico infectologista, identificado como “Dr. Marcelo Lopes”, e solicitaram um pagamento urgente.

O pedido envolvia supostos exames e medicamentos para conter uma “bactéria grave”, em uma tentativa clara de pressionar a família emocionalmente.

A abordagem, no entanto, levantou suspeitas imediatas. Os familiares interromperam a conversa e entraram em contato com o hospital, que confirmou que se tratava de um golpe.

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“Não imaginei que alguém seria capaz de fazer algo assim em um momento de vulnerabilidade”, relatou a filha do paciente à reportagem do Sul360.

Ela contou que a ligação foi direcionada inicialmente à mãe, também idosa, que ficou extremamente abalada com a situação.

“Ela entrou em choque quando o suposto médico começou a falar. Imagina se minha mãe estivesse sozinha? Ela já estava apavorada”, afirmou.

Segundo o relato, o golpista utilizava um tom técnico e insistente, tentando dar credibilidade à história e acelerar a tomada de decisão.

Foi nesse momento que a filha assumiu o telefone e começou a questionar as informações apresentadas.

“Eles não tinham os dados do hospital. Apenas sabiam que ele estava internado”, explicou.

A inconsistência nas informações foi decisiva para a identificação do golpe. A família encerrou a ligação imediatamente.

Na sequência, entrou em contato com o Hospital Nossa Senhora Aparecida, que confirmou que não havia qualquer solicitação de valores e que nenhum médico havia feito contato.

A filha também fez questão de destacar o atendimento recebido pela equipe da unidade de saúde.

Segundo ela, o pai segue internado e recebendo todos os cuidados necessários.


Golpe do falso médico

O chamado “golpe do falso médico” tem sido registrado em diferentes regiões do Brasil e preocupa autoridades de segurança e instituições de saúde.

Com uma rápida pesquisa no Google, é possível encontrar dezenas de casos semelhantes relatados em outros hospitais do Rio Grande do Sul e do Brasil.

A abrangência dá a entender que os dados são obtidos através de invasão de bancos de dados a nível nacional.

A prática criminosa consiste em utilizar informações básicas sobre pacientes internados para abordar familiares em momentos de fragilidade emocional.

Em muitos casos, os golpistas citam nomes, idades ou até diagnósticos genéricos para tornar a abordagem mais convincente.

Eles alegam situações críticas, como infecções graves ou necessidade urgente de medicamentos, e solicitam transferências via Pix.

A estratégia é criar um senso de urgência extrema, impedindo que a vítima tenha tempo para verificar a veracidade das informações.

Hospitais, por sua vez, reforçam que não solicitam pagamentos por telefone, especialmente em situações emergenciais.


Como identificar o golpe do falso médico?

Diante do aumento desses casos, a orientação é redobrar a atenção, principalmente quando há familiares internados.

Confira os principais cuidados:

  • Nunca realize transferências ou pagamentos após ligações desse tipo.
  • Desconfie de qualquer pedido feito com urgência ou pressão emocional.
  • Evite continuar a conversa. Encerre a ligação imediatamente.
  • Entre em contato diretamente com o hospital, usando canais oficiais.
  • Solicite nome completo e número de CRM do suposto profissional.
  • Verifique os dados no site do Conselho Regional de Medicina.

Outro ponto importante é que criminosos podem ter acesso a informações básicas de pacientes, o que não garante a veracidade do contato.

Por isso, a confirmação direta com a unidade de saúde é sempre o caminho mais seguro.


Orientação é registrar ocorrência

Caso receba uma ligação com esse tipo de abordagem, a recomendação é não efetuar nenhum pagamento.

A orientação também inclui registrar um Boletim de Ocorrência junto à Polícia Civil, contribuindo para a investigação desses crimes.

Situações como essa reforçam a importância da informação e da cautela, especialmente em momentos de fragilidade emocional.

Autor

  • Elias Bielaski

    Jornalista, web designer, consultor de SEO, analista de marketing.

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