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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul realizou, nesta quinta-feira (14), mais uma ação do Programa Libertar na EMEF Sady Hammes, localizada no interior de São Lourenço do Sul. A atividade foi promovida pela Delegacia de Polícia do município e reuniu estudantes do 6º, 8º e 9º anos em palestras voltadas à prevenção da violência sexual e dos crimes virtuais contra crianças e adolescentes.
No turno da manhã, a ação contou com a participação de 22 alunos do 9º ano, além de professores da escola. Já à tarde, outras 52 crianças e adolescentes participaram da atividade. As palestras foram conduzidas pela escrivã de Polícia Fernanda Timm e pelo inspetor Ricardo Ribeiro.
Durante os encontros, os policiais abordaram os três pilares centrais do Programa Libertar: Proteção, Prevenção e Justiça. Entre os temas discutidos estiveram os cuidados no uso das redes sociais, os riscos dos crimes virtuais e a importância da Rede de Proteção no enfrentamento à violência sexual infantojuvenil.
Os profissionais também orientaram os estudantes sobre como identificar situações de risco, reconhecer sinais de abuso e buscar ajuda em casos de violência ou vulnerabilidade.
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Um dos momentos que mais chamou a atenção durante a atividade foi o relato de uma professora da escola, que compartilhou uma experiência pessoal relacionada ao tema. O depoimento emocionou os alunos e reforçou a importância do debate e da conscientização sobre a violência sexual contra vulneráveis.
Programa Libertar virou política pública no RS
O Programa Libertar foi criado em 2023 na cidade de Camaquã pela escrivã de Polícia Bianca Benemann de Almeida e posteriormente expandido para outras regiões do Estado. A iniciativa se tornou política pública no Rio Grande do Sul após aprovação unânime de um projeto de lei de autoria da deputada estadual Laura Sito (PT) na Assembleia Legislativa.
A proposta busca criar mecanismos de prevenção e combate à violência sexual infantojuvenil por meio de palestras educativas em escolas públicas, privadas e instituições como APAEs.
As ações são desenvolvidas por policiais civis capacitados, que orientam crianças e adolescentes sobre os métodos utilizados por criminosos em ambientes físicos e virtuais. O programa também promove um ambiente de acolhimento e escuta qualificada para incentivar vítimas a romperem o silêncio e denunciarem abusos.
Segundo dados do programa, somente em 2025 foram realizadas 164 palestras em escolas de 39 municípios gaúchos. As ações resultaram em 71 registros de ocorrência, 13 medidas protetivas e quatro prisões preventivas.
O Programa Libertar também ganhou reconhecimento internacional e foi apresentado durante a IX Semana Interamericana dos Afrodescendentes nas Américas, promovida pela Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, nos Estados Unidos.
A iniciativa reforça a parceria entre escola, família, comunidade e forças de segurança no combate à violência sexual e aos crimes virtuais envolvendo crianças e adolescentes.







