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O município de Camaquã realizou nesta segunda-feira (18) uma mobilização da campanha Maio Laranja, iniciativa nacional voltada à conscientização e ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
A ação ocorreu em frente ao Conselho Tutelar e contou com panfletagem, orientações à comunidade e atividades educativas promovidas por servidores das secretarias de Educação e de Desenvolvimento Social. Participaram da mobilização a secretária Ana Carmelita e o secretário Fabiano Ribeiro.
A campanha busca alertar a população sobre a importância da prevenção, identificação de sinais de violência e realização de denúncias em casos suspeitos.
Data relembra caso que marcou o país
O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes é lembrado em 18 de maio e foi instituído pela Lei nº 9.970/2000.
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A data faz referência ao caso de Araceli Cabrera Sánchez Crespo, de apenas 8 anos, sequestrada, violentada e assassinada em 1973, em Vitória, no Espírito Santo. O crime nunca foi solucionado e se tornou símbolo da luta em defesa da infância e da adolescência no Brasil.
Campanha alerta para sinais de violência
Especialistas destacam que o abuso sexual infantil muitas vezes ocorre de forma silenciosa, o que exige atenção de familiares, professores e responsáveis.
Mudanças repentinas de comportamento, medo excessivo de determinadas pessoas, isolamento, agressividade, queda no rendimento escolar, tristeza constante e sexualização precoce podem ser sinais de violência sexual.
Também devem ser observadas marcas físicas sem explicação, dificuldades para dormir, crises de ansiedade e resistência em frequentar determinados locais.
Em muitos casos, crianças e adolescentes têm dificuldade para relatar o que estão vivendo, tornando fundamental a atuação da rede de proteção.
Denúncias podem ser feitas pelo Disque 100
A orientação é que qualquer suspeita seja denunciada. O principal canal é o Disque 100, serviço nacional de denúncias de violações de direitos humanos.
Além disso, o Conselho Tutelar, a Brigada Militar e a Polícia Civil também podem ser acionados em situações de risco ou suspeita de abuso.
A campanha reforça que falar sobre violência sexual é essencial para prevenir novos casos e garantir proteção às vítimas. A proposta é conscientizar a sociedade de que a proteção de crianças e adolescentes é uma responsabilidade coletiva, envolvendo famílias, escolas, serviços de saúde, assistência social e órgãos de segurança pública.







