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O golpe do falso emprego tem preocupado autoridades e especialistas em segurança digital em todo o Brasil. Segundo apurado pela reportagem do Sul360, camaquenses já foram alvo destes criminosos.
Eles estão usando falsas vagas de trabalho para roubar dinheiro, documentos e dados bancários de pessoas que buscam recolocação profissional.
Segundo a Federação Brasileira de Bancos, a Febraban, os criminosos se aproveitam principalmente da ansiedade de quem está desempregado ou procurando uma nova oportunidade no mercado.
As abordagens costumam acontecer por WhatsApp, e-mail, Telegram e redes sociais. Os golpistas se apresentam como recrutadores, empresas conhecidas ou falsas agências de emprego.
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A promessa quase sempre é tentadora: salários acima da média, benefícios atrativos e poucas exigências para contratação.
Como funciona o golpe do falso emprego?
De acordo com a Febraban, os criminosos iniciam o contato oferecendo uma vaga considerada “imperdível”. Em seguida, começam a fazer exigências para dar continuidade ao suposto processo seletivo.
Entre as situações mais comuns estão pedidos de pagamento para cursos rápidos, exames admissionais falsos e taxas de cadastro.
Além disso, muitos criminosos solicitam fotos de documentos pessoais, selfies, comprovantes bancários e até assinaturas digitais.
Esses dados podem ser usados posteriormente para abertura de contas fraudulentas, empréstimos indevidos e outros crimes financeiros.
Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban, alerta que o primeiro passo deve ser confirmar a procedência da proposta.
“Verifique a idoneidade da empresa e utilize o LinkedIn ou sites oficiais para atestar a veracidade da oferta antes de compartilhar qualquer dado ou iniciar uma conversa”, afirmou.
O especialista também faz um alerta sobre pedidos de documentos durante supostos processos seletivos.
“Este tipo de demanda é para roubar documentos e dados pessoais e financeiros das vítimas para que posteriormente os bandidos possam praticar crimes”, destacou.
Como evitar o golpe do falso emprego?
1) Confira se o recrutador realmente existe
Ao receber uma oferta por WhatsApp ou e-mail, verifique se o domínio do e-mail é corporativo e se o perfil possui conexões reais e histórico profissional.
Perfis recém-criados, com poucas informações ou mensagens genéricas merecem desconfiança.
2) Desconfie de salários muito altos
Propostas com remuneração acima da média e exigências mínimas podem ser sinais claros de golpe.
Criminosos costumam usar a promessa de dinheiro fácil para atrair vítimas rapidamente.
3) Procure a vaga nos canais oficiais
Antes de clicar em links enviados por mensagens, busque a vaga diretamente no site oficial da empresa ou na página corporativa no LinkedIn.
Muitas empresas divulgam seus processos seletivos apenas em plataformas próprias.
4) Nunca faça pagamentos
Empresas sérias não cobram taxas para entrevistas, exames admissionais, treinamentos ou cursos obrigatórios.
Qualquer pedido de depósito ou Pix deve ser considerado suspeito.
5) Proteja seus documentos e dados bancários
Evite enviar fotos de RG, CPF, comprovantes bancários ou assinatura digital antes de confirmar a autenticidade da empresa.
O ideal é compartilhar informações pessoais somente após entrevistas oficiais e confirmação do vínculo.
O que fazer caso tenha sido vítima do golpe?
Quem caiu no golpe do falso emprego deve agir rapidamente para reduzir os prejuízos.
A primeira orientação é registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil, presencialmente ou pela delegacia online do seu estado.
Também é importante avisar imediatamente o banco caso tenha realizado transferências ou compartilhado dados financeiros.
Especialistas orientam ainda monitorar movimentações bancárias, trocar senhas de aplicativos e ativar autenticação em dois fatores nas contas digitais.
Se houve envio de documentos pessoais, a vítima deve acompanhar possíveis tentativas de fraude envolvendo CPF e abertura de contas.







