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A Polícia Civil de Camaquã cumpriu, na manhã desta sexta-feira (22), um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado pelos crimes de lesão corporal, estupro e coação no curso do processo no contexto de violência doméstica contra a mulher.
A ação foi realizada pela Delegacia de Polícia de Camaquã no bairro Santa Marta.
Após os procedimentos de praxe, o investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
De acordo com a Polícia Civil, o homem já havia sido preso em flagrante no final de 2025 durante uma investigação relacionada a crimes praticados contra crianças da mesma família.
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Conforme apurado pela reportagem do Sul360, na ocasião, a Brigada Militar atendeu uma ocorrência no bairro Santa Marta após denúncias de agressões e maus-tratos envolvendo menores de idade.
No local, os policiais encontraram quatro crianças e adolescentes, com idades entre 7 e 15 anos.
Segundo os relatos registrados na investigação anterior, os menores eram submetidos a agressões físicas, violência psicológica, ameaças e situações de constrangimento.
As denúncias apontavam ainda que as crianças eram obrigadas a realizar tarefas domésticas sob intimidação.
O caso foi enquadrado no artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata de crimes relacionados à submissão de crianças e adolescentes a vexame, constrangimento ou situações degradantes.
Na ocasião, o caso gerou grande repercussão e comoção na comunidade, principalmente pela suspeito ter uma ligação com uma conhecida igreja evangélica.
Índicios de violência sexual
Ainda durante a investigação iniciada em 2025, surgiram indícios de violência sexual, além de informações de que a mãe das crianças também seria vítima de agressões.
O Conselho Tutelar acompanhou o caso e a guarda provisória dos menores foi transferida para uma familiar maior de idade.
Agora, com a nova prisão preventiva decretada pela Justiça, a Polícia Civil dá continuidade às apurações relacionadas aos crimes investigados no âmbito da violência doméstica.
O inquérito segue em andamento e novas diligências devem ser realizadas nos próximos dias.
O nome do acusado não foi divulgado em virtude da Lei de Abuso de Autoridade (Lei nº 13.869/2019), que neste caso, resguarda a identidade das vítimas.
Assista a reportagem exclusiva do Sul360 e saiba mais sobre o caso:
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