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Taxa de analfabetismo cai para 4,9% e atinge menor nível já registrado

Taxa de analfabetismo cai para 4,9% e atinge menor nível já registrado

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O Brasil alcançou, em 2025, a menor taxa de analfabetismo desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Educação, iniciada em 2016. Dados divulgados nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 4,9% da população com 15 anos ou mais não sabe ler nem escrever.

O percentual representa cerca de 8,4 milhões de pessoas e registra uma redução de 0,4 ponto percentual em relação a 2024, o equivalente a aproximadamente 592 mil brasileiros que deixaram a condição de analfabetismo no período.

Em comparação com 2016, quando a taxa era de 6,7%, a queda acumulada foi de 1,8 ponto percentual.

Novas gerações apresentam índices menores

Segundo o IBGE, os dados mostram avanços no acesso à educação ao longo das últimas décadas. Entre as pessoas de 15 a 59 anos, a taxa de analfabetismo foi de apenas 2,6%.

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Quando considerados grupos etários mais amplos, os índices aumentam gradualmente: 5,8% entre pessoas com 25 anos ou mais e 8,3% entre aquelas com 40 anos ou mais.

Para o instituto, a diferença entre gerações reforça a importância das políticas de alfabetização infantil e também das iniciativas voltadas à educação de jovens, adultos e idosos.

Mulheres apresentam melhores indicadores educacionais

O levantamento mostra que a taxa de analfabetismo entre mulheres com 15 anos ou mais foi de 4,6%, enquanto entre os homens ficou em 5,2%.

Entre os idosos, uma mudança histórica chamou atenção. Pela primeira vez, a taxa de analfabetismo entre mulheres com 60 anos ou mais ficou abaixo da registrada entre os homens da mesma faixa etária: 13,7% contra 14,1%.

Além disso, 59,4% das mulheres com 25 anos ou mais haviam concluído ao menos a educação básica obrigatória, enquanto entre os homens o percentual foi de 55,2%.

Desigualdade racial persiste

Os dados também evidenciam diferenças relacionadas à cor ou raça. Entre as pessoas brancas com 25 anos ou mais, 64,9% haviam concluído a educação básica. Já entre pretos e pardos, o índice foi de 51,3%.

A diferença de 13,6 pontos percentuais permanece próxima à observada em 2024, embora seja menor do que a registrada em 2016, quando a distância era de 16,4 pontos percentuais.

Trabalho é principal causa de abandono escolar

O estudo revelou ainda que 7,7 milhões de jovens entre 14 e 29 anos não haviam concluído o ensino médio em 2025, seja por abandono escolar ou por nunca terem frequentado essa etapa de ensino.

Entre eles, 59,8% eram homens e 72,8% eram pretos ou pardos.

A necessidade de trabalhar foi apontada como o principal motivo para deixar a escola, citada por 43% dos entrevistados. Em segundo lugar aparece a falta de interesse pelos estudos, mencionada por 25,6% dos jovens.

Outros fatores relatados incluem gravidez (9,9%), problemas permanentes de saúde (4,4%), responsabilidades domésticas e cuidados com outras pessoas (3,9%) e falta de escola ou vaga disponível (2,8%).

Jovens fora do estudo e do trabalho

O IBGE também identificou que 17,5% dos brasileiros entre 15 e 29 anos não trabalhavam, não estudavam e não participavam de cursos de qualificação profissional em 2025.

O percentual representa uma melhora em relação a 2019, quando essa parcela correspondia a 22,4% da população jovem, indicando uma redução de 4,9 pontos percentuais no período.

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