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Camaquã recebeu nesta semana a etapa regional do Festival Nossa Arte 2026 – 1º Conselho das APAEs, um dos mais importantes eventos de arte e inclusão promovidos pelo movimento apaeano gaúcho.
O encontro reuniu delegações das APAEs de Camaquã, Porto Alegre, Esteio, Sapucaia do Sul, Tapes e Sertão Santana, proporcionando um dia inteiro de apresentações artísticas, integração, convivência e valorização das potencialidades das pessoas com deficiência intelectual e múltipla.
O festival tem como principal objetivo promover a arte como ferramenta de inclusão social, oportunizando que os alunos expressem sentimentos, compartilhem experiências e demonstrem seus talentos por meio das mais diversas linguagens artísticas.
A programação iniciou com a modalidade Dança Popular, destacando a riqueza cultural brasileira. A APAE de Sapucaia do Sul apresentou a tradicional Invernada Gaúcha, levando ao palco elementos da cultura e do folclore do Rio Grande do Sul.
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Já a APAE de Esteio encantou o público com a apresentação “Encanto do Carimbó”, inspirada em uma das mais tradicionais manifestações culturais da Região Norte do Brasil, marcada pela influência indígena, africana e portuguesa.
Na modalidade Dança, a emoção tomou conta do público.
A APAE de Porto Alegre apresentou a coreografia “Entre a Luz e a Sombra”, um espetáculo desenvolvido com luz negra que destacou a beleza da diversidade e reforçou a arte como instrumento de inclusão e transformação social.
A APAE de Tapes trouxe ao palco a coreografia “Obrigado”, inspirada na música de Leonardo Gonçalves, transmitindo uma mensagem de gratidão, sensibilidade e conexão humana.
Representando o município anfitrião, a APAE de Camaquã apresentou “Dancin Days”, uma celebração da liberdade de expressão, da alegria e do pertencimento, demonstrando como a dança fortalece vínculos e promove autoestima.
A modalidade Música também emocionou os presentes. A APAE de Tapes apresentou a canção “Caminho de Fé e Esperança”, interpretada pelo aluno Willian Campos da Silva.
A APAE de Porto Alegre levou ao palco a música “Vou Festejar”, clássico eternizado por Beth Carvalho, executado por um grupo de alunos que mostrou talento, ritmo e entusiasmo. Encerrando a modalidade, a APAE de Camaquã apresentou “Proibida Para Mim”, reunindo seus alunos em uma performance marcada pela dedicação e pelo amor à música.
Subam as cortinas
Durante a tarde, o público acompanhou as apresentações de Teatro, modalidade que trouxe reflexões importantes sobre sentimentos, relações humanas e desafios da sociedade contemporânea.
A APAE de Sertão Santana apresentou a peça “O Mundo das Emoções”, abordando de forma sensível a importância do reconhecimento e da expressão dos sentimentos.
Na sequência, a APAE de Tapes levou ao palco uma adaptação do clássico “O Mágico de Oz”, contando a trajetória de Dorothy e seus amigos em busca de coragem, sabedoria e coração.
Já a APAE de Porto Alegre apresentou a peça “A Pressa que Nos Habita”, uma reflexão sobre a velocidade da vida moderna, a produtividade excessiva e seus impactos sobre as pessoas.
Na modalidade Curta-Metragem, a APAE de Sertão Santana apresentou “O Mundo Aos Meus Olhos”, produção que convida o público a refletir sobre empatia, respeito e inclusão social por meio da história de uma jovem que enfrenta diariamente os julgamentos da sociedade.
A APAE de Tapes exibiu o curta “A Namorada da Lagoa”, uma produção repleta de mistério, aventura e elementos da imaginação, envolvendo os espectadores em uma narrativa criativa e envolvente.
Além das apresentações de palco, os trabalhos das modalidades Artes Visuais e Artes Literárias permaneceram expostos para apreciação do público e avaliação dos jurados, evidenciando a criatividade, a sensibilidade e a capacidade de expressão artística dos alunos das instituições participantes.
Um dos momentos especiais do evento foi a premiação do concurso do cartaz oficial do Festival Nossa Arte Regional 2026. O trabalho vencedor foi desenvolvido pelo aluno Tayder Natanaell Rodrigues Vieira, da APAE de Camaquã, sob orientação da professora Kamila Lutz.
Valor cultural
Mais do que um festival, o Nossa Arte reafirmou a importância da inclusão por meio da cultura. Cada apresentação demonstrou que a arte não conhece barreiras e que oportunidades, incentivo e valorização são fundamentais para que talentos floresçam.
Ao final do evento, todos os participantes receberam medalhas de participação e foram conhecidos os representantes que avançarão para a etapa estadual do Festival Nossa Arte 2026, levando consigo o orgulho de suas instituições e a missão de continuar mostrando que a arte é um dos mais poderosos instrumentos de transformação social.
O Festival Nossa Arte deixou em Camaquã uma mensagem clara: quando a inclusão acontece de verdade, o talento encontra espaço para brilhar e emocionar.

Por: Igor Garcia – Assessor de Comunicação APAE Camaquã








