Camaquã terá investimento inicial de R$ 23 milhões para implantação de sistema de tratamento de esgoto

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O município de Camaquã deve dar um passo decisivo na área do saneamento básico a partir do segundo semestre de 2026. A Corsan pretende iniciar a implantação do sistema de esgotamento sanitário, começando pela construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), em área adquirida às margens da BR-116, na região da Várzea.

O investimento inicial previsto é de R$ 23 milhões e contempla a primeira etapa da ETE, além da instalação da rede coletora da chamada Bacia 1. Serão implantados 22,7 quilômetros de tubulações, beneficiando cerca de 2,4 mil moradores, principalmente nos bairros Cohab e Olaria.

Sistema será implantado em duas etapas

De acordo com a Corsan, o projeto foi estruturado em fases para permitir que o tratamento de esgoto comece a operar antes da conclusão total do sistema. Na etapa inicial, a estação terá capacidade para tratar até 50 litros por segundo, com previsão de funcionamento em até 18 meses após o início das obras.

Posteriormente, será construída uma segunda estrutura com a mesma capacidade, elevando o volume total para 100 litros por segundo. O sistema também contará com uma estação de bombeamento com capacidade de até 150 litros por segundo, responsável por conduzir os efluentes até a unidade de tratamento.

Estação de Tratamento de Esgoto terá tecnologia com foco ambiental

Uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) é a estrutura responsável por receber e tratar o esgoto produzido por residências, comércios e indústrias antes de seu retorno ao meio ambiente. O processo envolve etapas físicas e biológicas que removem resíduos sólidos, matéria orgânica e micro-organismos nocivos, garantindo que o efluente final seja devolvido a rios ou arroios dentro dos padrões ambientais exigidos por lei.

A futura ETE utilizará um modelo composto por lagoas aeradas e lagoas de decantação. No primeiro estágio, o esgoto receberá oxigenação para estimular a ação de micro-organismos que decompõem a matéria orgânica. Em seguida, o material passará por processo de separação de sólidos, garantindo que o efluente final atenda aos padrões ambientais exigidos antes do descarte.

Atualmente, Camaquã não possui sistema pleno de tratamento de esgoto. Em muitos casos, o modelo utilizado é individual, com fossas e filtros, e parte dos resíduos acaba chegando à rede pluvial e a cursos d’água do município.

Investimento pode chegar a R$ 195 milhões

O planejamento da Corsan prevê que, até 2033, os investimentos no sistema de esgotamento sanitário em Camaquã somem aproximadamente R$ 195 milhões. O montante inclui expansão da rede para outras regiões da cidade e a construção de novas estruturas de bombeamento.

A iniciativa está alinhada às metas do novo marco legal do saneamento, que estabelece que, até 2033, 90% da população brasileira deve ter acesso à coleta e tratamento de esgoto, além de 99% de cobertura com água potável.

Acompanhamento e fiscalização

Conforme apuração do jornalista Pablo Bierhals, para garantir que as metas previstas no contrato de concessão sejam cumpridas, a Prefeitura estruturou um Departamento de Saneamento Básico, coordenado pelo engenheiro Rafael de Moura. O setor tem a atribuição de acompanhar de forma técnica e permanente a execução das obras, fiscalizar prazos, avaliar indicadores e assegurar que o plano de universalização avance conforme o cronograma estabelecido.

A implantação do sistema de esgotamento sanitário representa um passo decisivo para o desenvolvimento de Camaquã. Além de atender às exigências legais, o projeto impacta diretamente na saúde pública, na preservação ambiental e na qualidade de vida da população, consolidando o saneamento como um dos pilares estruturantes para o crescimento sustentável do município nas próximas décadas.

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