Camaquenses relatam brigas e importunações em praças do Centro
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A presença constante de moradores de rua e dependentes químicos segue chamando atenção no Centro de Camaquã. Camaquenses estão contatando a reportagem diariamenta para relatar o sentimento de insegurança, principalmente nas praça Donário Lopes e Zeca Netto.
Nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, uma nova discussão foi flagrada na praça Donário lopes. Um homem e uma mulher discutiam enquanto pessoas atravessavam a praça e outras acompanhavam o embate.
O vídeo foi encaminhado à reportagem do Sul360 por um internauta. Segundo ele, a praça concentra diversos moradores de rua e dependentes químicos que passam o dia no local.
Confira as publicadas nas redes sociais do Sul360:
Brigas e importunações
De acordo com relatos recebidos pela reportagem ao longo da semana, a presença constante de moradores de rua tem gerado preocupação entre frequentadores. Camaquenses citam brigas, discussões, consumo de drogas e bebidas alcoólicas em plena luz do dia.
Muitos relatam abordagens insistentes e pessoas visivelmente alteradas importunando quem circula pela praça.
A mulher que aparece na discussão desta quinta-feira é a mesma que, na última semana, foi flagrada chutando a porta de um estabelecimento comercial no Centro. O episódio também foi registrado em vídeo e publicado pelo Sul360.
No início da semana, o portal já havia mostrado que moradores e frequentadores relatam uma crescente sensação de insegurança na praça Donário Lopes. A equipe recebeu diversos relatos de abordagens, importunações e até furtos.
Um idoso afirmou ter sido vítima de roubo na segunda-feira de Carnaval, 16 de fevereiro. Ele caminhava pela praça quando teve o celular furtado.
Uma entregadora também relatou tentativa de furto. Segundo ela, o mesmo homem tentou pegar moedas dentro de seu veículo. Ela conseguiu se afastar antes de ter prejuízo.
A reportagem esteve no local e confirmou a presença do indivíduo descrito pelas vítimas nos dias seguintes.
Atuação do poder público
Mesmo com patrulhamento constante da Brigada Militar, o grupo segue frequentando a praça, o que mantém o clima de apreensão.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Social para esclarecer a atuação do município.
Conforme explicado pela coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social, Vanessa Roloff Morais, a atuação da pasta se limita ao acolhimento voluntário.
O trabalho ocorre por meio do CREAS e em parceria com o CAPS, que atua na área de saúde mental. O objetivo é identificar as pessoas em situação de vulnerabilidade, buscar familiares e fortalecer vínculos.
No entanto, a assistência não possui poder de polícia. O acolhimento não é compulsório. A permanência no Albergue Municipal depende da vontade da própria pessoa.
“Acesso aos serviços e aos direitos está disponível, desde que ele queira”, destacou Vanessa.
A Abordagem Social integra a Proteção Social Especial de Média Complexidade do Sistema Único de Assistência Social. O foco é garantir acesso a direitos, não retirar compulsoriamente pessoas do espaço público.
O que fazer em caso de abordagem ou crime?
A orientação das autoridades é registrar ocorrência sempre que houver crime ou importunação.
Sem boletim de ocorrência, a investigação fica comprometida. Cada registro ajuda a mapear padrões e identificar suspeitos.
As denúncias podem ser feitas pelo 190, diretamente à Brigada Militar, presencialmente na Polícia Civil ou pela Delegacia Online.
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