Concessão da Ecovias Sul se aproxima do fim após 27 anos

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A concessão da Ecovias Sul no Polo Rodoviário de Pelotas será oficialmente encerrada à 0h01 do dia 4 de março de 2026. O término marca o fim de um contrato iniciado em 1998, que ao longo de quase três décadas administrou 457,3 quilômetros de rodovias federais no extremo sul do Rio Grande do Sul.

Durante o período, foram investidos mais de R$ 2,5 bilhões na operação, além de R$ 240 milhões em Imposto Sobre Serviços (ISS) repassados a municípios da região. Apenas em pavimentação, os investimentos somaram R$ 773,5 milhões.

A concessão passou por mudanças ao longo dos anos, incluindo a federalização em 2000 e alterações contratuais em 2014, quando trechos foram retirados e outros incorporados, como a duplicação da BR-392 entre Rio Grande e Pelotas.

A concessionária também implementou soluções de engenharia reconhecidas nacionalmente, como o uso de asfalto ecológico com borracha de pneus, asfalto morno e reaproveitamento de material fresado (RAP), além de projetos com foco em sustentabilidade e redução de impacto ambiental.

Na área operacional, a Ecovias Sul realizou 47.451 atendimentos médicos e 373.137 atendimentos mecânicos ao longo da concessão. O Centro de Controle Operacional registrou mais de 654 mil ocorrências, enquanto os Serviços de Atendimento ao Usuário atenderam mais de 3,8 milhões de pessoas no período.

Rodovias passam à gestão direta do DNIT

Com o encerramento do contrato, os trechos federais das BR-116 e BR-392 que integram o Polo Pelotas passarão à administração direta do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O novo modelo seguirá o padrão adotado nas demais rodovias federais não concedidas.

Diferentemente da estrutura mantida pela concessionária, o modelo de gestão direta não contará com ambulâncias, guinchos ou equipes de resgate permanentes ao longo da rodovia. O policiamento continuará sob responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que seguirá atuando no registro de ocorrências e na fiscalização.

O atendimento médico em casos de acidentes ficará a cargo dos serviços públicos municipais, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Corpo de Bombeiros. Já o DNIT será responsável pela conservação, manutenção do pavimento e da sinalização, além da execução de intervenções para garantir a trafegabilidade.

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