Lucas Pinheiro se despede dos Jogos Olímpicos de Inverno após ouro histórico para o Brasil
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Depois de escrever o capítulo mais importante da história do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno, Lucas Pinheiro encerrou sua participação em Milão-Cortina 2026 nesta segunda-feira (16). O brasileiro voltou às pistas para disputar o slalom, mas acabou caindo na primeira descida e se despediu da competição. A eliminação, no entanto, não apaga o feito inédito conquistado dias antes: a primeira medalha de ouro do país em uma Olimpíada de Inverno.
Ouro inédito colocou o Brasil na história
No último sábado (14), o atleta de 25 anos brilhou na prova do slalom gigante, tradicional modalidade do esqui alpino. Lucas somou o tempo total de 2m25s nas duas descidas, registrando 1m11s08 na segunda bateria, resultado que garantiu o lugar mais alto do pódio.
Com a conquista, o Brasil alcançou sua primeira medalha em Jogos Olímpicos de Inverno. Até então, o melhor resultado havia sido o nono lugar de Isabel Clark no snowboard cross, em Turim 2006.
O feito também colocou o país em um seleto grupo: o Brasil se tornou o terceiro do Hemisfério Sul, abaixo da linha do Equador, a conquistar medalha em Jogos de Inverno. Antes, apenas Nova Zelândia (Albertville 1992) e Austrália (Lillehammer 1994 e Salt Lake City 2002) haviam subido ao pódio. Além disso, o ouro superou a marca histórica da Argentina, que tinha como melhor resultado sul-americano o quarto lugar no bobsled em St. Moritz 1928, tornando Lucas o único medalhista olímpico de inverno da América do Sul.
Queda no slalom marca despedida
Na manhã desta segunda-feira (16), na pista de Stelvio, em Bormio, Lucas voltou a competir no slalom. Sexto a largar entre os 96 atletas inscritos, o brasileiro começou forte e registrou o melhor tempo na primeira parcial, superando em 0s10 a marca do então líder Atle Lie McGrath, da Noruega.
No segundo trecho, mantinha ritmo competitivo, 0s26 abaixo da referência, quando perdeu o controle, caiu e abandonou a prova. Como o slalom exige a soma dos tempos das duas descidas para definição do resultado, a queda impediu o brasileiro de avançar à segunda bateria.
Outros dois brasileiros também participaram da prova: Christian Soevik, que igualmente caiu, e Giovanni Ongaro.
Apesar da despedida precoce no slalom, Lucas Pinheiro deixa Milão-Cortina 2026 como protagonista de um momento histórico para o esporte brasileiro. Seu ouro no slalom gigante não apenas garantiu um lugar inédito no pódio, mas redefiniu os limites do Brasil nos esportes de inverno.

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