Nelson Bavier fala sobre trajetória e projeta temporada do Vélez Camaquã em 2026
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Nelson Bavier construiu uma carreira de respeito no futsal brasileiro antes de desembarcar em Camaquã. Ex-atleta profissional, ex-treinador e ex-presidente da Liga Gaúcha de Futsal, ele hoje é o diretor executivo do Vélez Camaquã e um dos responsáveis pela consolidação do clube no cenário nacional.
Em entrevista ao programa Giro 360, no YouTube do Sul360, Nelson relembrou a trajetória no esporte e falou sobre o planejamento para 2026, ano que promete ser ainda mais desafiador para o Vélez.
Natural do Rio de Janeiro, Nelson iniciou cedo no futsal profissional. Aos 16 anos já estava em São Paulo e, pouco depois, passou a atuar no Rio Grande do Sul, estado que, segundo ele, viveu uma fase de ouro na década de 90.
Em 1995, viveu o auge da carreira. Foi convocado para a Seleção Brasileira, disputou um mundialito na Bélgica e foi eleito o melhor jogador do mundo. “Individualmente foi algo inesquecível, mas coletivamente também, porque fomos campeões”, recordou.
A passagem pelo futsal gaúcho incluiu clubes tradicionais como Internacional, Ulbra e ACBF. Com o tempo, Nelson migrou para a área técnica e, posteriormente, para a gestão esportiva. Antes de chegar a Camaquã, esteve à frente da Liga Gaúcha de Futsal.
A chegada ao Vélez Camaquã
A relação com o presidente do clube, Éder, começou ainda nos tempos de Cachoeirinha, quando o Vélez disputava competições amadoras. A parceria amadureceu e, em 2025, Nelson assumiu oficialmente a função executiva no clube.
A entrada do Vélez na Liga Nacional foi, nas palavras dele, um movimento “audacioso”. Inicialmente, o plano era disputar a divisão de acesso. No entanto, a oportunidade da vaga herdada da franquia da ICON mudou o cenário e colocou Camaquã na principal competição do país.
“Era um desafio enorme para uma equipe que vinha da Série B estadual”, afirmou.
Mesmo com investimento entre os menores da Liga Nacional, o Vélez conseguiu competir de igual para igual e surpreendeu ao se classificar para os playoffs já no primeiro ano.
Juventude, fome e identidade
Segundo Nelson, a montagem do elenco seguiu um critério claro: atletas jovens, com fome de afirmação e perfil compatível com o projeto.
“O atleta precisava ter qualidade técnica, mas também caráter e comprometimento”, destacou.
Mesmo com perdas importantes ao longo da temporada, como Gurgel, Lucas Lages e Toninho, o clube conseguiu se reorganizar. Para Nelson, o segredo foi o trabalho coletivo da comissão técnica liderada por Gustavo Pellisoli.
Ele elogiou o treinador pela capacidade de liderança e pela habilidade de gerir um grupo jovem e heterogêneo. “Não basta conhecimento tático. É preciso saber conduzir pessoas”, disse.
Base e atletas da cidade
Um dos pontos mais valorizados por Nelson é a integração com a base. Em 2025, o sub-20 revelou atletas que já despontam como realidade no elenco principal.
Ele citou o goleiro Alberto como um talento consolidado e demonstrou grande expectativa sobre o retorno de Otávio, que sofreu grave lesão no joelho durante a temporada.
“O Otávio tem qualidade técnica acima da média e leitura de jogo muito madura”, afirmou.
Além deles, destacou nomes como Bruninho, Pedro, Gui Falcão e Foguinho como peças importantes para 2026.
Para o dirigente, Camaquã tem potencial para formar mais atletas. A meta é fortalecer a escola de formação e consolidar o sub-20 como celeiro permanente de talentos.
O planejamento para 2026
O calendário do próximo ano será exigente. A Série A estadual terá deslocamentos longos, com adversários do norte e noroeste do Estado, o que aumenta o desgaste físico.
A estratégia para 2026 envolve elevar a média de idade do elenco. Se em 2025 o grupo tinha média de 23 anos, a intenção agora é trabalhar com atletas entre 25 e 26 anos, equilibrando juventude e experiência.
Entre os nomes já anunciados estão o pivô Toninho, o jovem Henrique, o goleiro Obina e o pivô Genaro. Permanecem no elenco jogadores como PH, Xitão e Otávio.
Na Supertaça Farroupilha, a meta é chegar ao menos às semifinais. Na Série A estadual, o objetivo é brigar entre os quatro melhores. Quanto à Liga Nacional, apesar das indefinições nos bastidores, o Vélez deve disputar a LNF Silver e assim, o objetivo será brigar pelo acesso à elite do futsal.
Estrutura e futuro
Mais do que resultados imediatos, Nelson aponta a estruturação do clube como prioridade. O desejo é ampliar o centro administrativo, investir em academia própria e fortalecer ainda mais a base.
“Queremos cuidar do gramado para que as borboletas venham”, resumiu, ao falar sobre atrair atletas de alto nível no futuro.
Ele fez questão de agradecer o apoio da Prefeitura de Camaquã, da Câmara de Vereadores, patrocinadores locais e, principalmente, do torcedor.
A média de público em 2025 superou expectativas e o programa de sócio-torcedor teve adesão considerada positiva para uma primeira temporada na elite nacional.
“O torcedor foi fundamental. Eles abraçaram o projeto”, destacou.
Para 2026, o recado é direto: o Vélez seguirá competindo com seriedade e ambição, buscando consolidar Camaquã no mapa do futsal brasileiro. Assista a entrevista completa:
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