Ocorrências com eliminação de insetos disparam em Camaquã no mês de fevereiro

Ocorrências com eliminação de insetos disparam em Camaquã no mês de fevereiro

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Camaquã registrou 18 ocorrências envolvendo eliminação de insetos apenas no mês de fevereiro. As ocorrências incluem enxames de abelhas, marimbondos e até vespas.

O número é considerado elevado para um único mês e mobilizou equipes na zona urbana e também na zona rural do município.

Os dados foram coletados pela reportagem do Sul360 junto ao Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, responsável pelos atendimentos.

A maior parte dos chamados envolveu enxames de abelhas e marimbondos instalados em residências, muros, forros e áreas externas.

Além da repetição de registros em alguns bairros, chama atenção a concentração de casos em regiões como Olaria, Getúlio Vargas e Maria da Graça. Em alguns endereços, houve mais de um chamado no mesmo mês.


As ocorrências envolvendo insetos

Confira os registros atendidos ao longo de fevereiro:

Terça, dia 3
Eliminação de abelhas na rua Professora Luiza Maraninchi, no Loteamento Pires, no Jardim do Forte.

Terça, dia 3
Enxame de abelhas em residência na rua Álvaro Leivas, no bairro Olaria.

Quarta, dia 4
Ocorrência envolvendo insetos na rua Bento Gonçalves, no Centro.

Quarta, dia 4
Novo enxame de abelhas em residência na rua Álvaro Leivas, no bairro Olaria.

Domingo, dia 8
Enxame de abelhas em casa na rua Ederaldo de Souza Gomes, no aterro do bairro Getúlio Vargas.

Terça, dia 10
Enxame de vespas na rua Três de Outubro, no bairro Olaria.

Terça, dia 10
Enxame de abelhas na rua Ana Gonçalves da Silva, também no bairro Olaria.

Sexta, dia 13
Enxame de abelhas em residência na avenida Cônego Luiz Walter Hanquet, conhecida como Faixinha.

Sexta, dia 13
Eliminação de insetos em residência na rua José Maria Soares, no bairro Maria da Graça.

Sábado, dia 14
Enxame de marimbondos em residência na rua Zeni Lucena, no bairro Viégas.

Sábado, dia 14
Enxame de abelhas em residência na Estrada da Divisa, na localidade da Granja Emília.

Terça, dia 17 pela manhã
Enxame de abelhas em residência na Estrada da Divisa, na Pacheca.

Terça, dia 17 à noite
Novo chamado para enxame de abelhas no mesmo endereço, na Pacheca.

Quarta, dia 18
Enxame de marimbondos em residência na rua São Gabriel, no bairro Getúlio Vargas.

Quinta, dia 19
Enxame de marimbondos em residência na rua Afonso Abrunhosa, no bairro Dr Rosinha, na Cohab.

Quinta, dia 19
Enxame de marimbondos em residência na rua João Ferreira, no bairro Maria da Graça.

Sábado, dia 21
Enxame de abelhas em residência na avenida Presidente Vargas, no Centro.

Domingo, dia 22
Enxame de abelhas em residência na rua José Adolfo Castro, no bairro São José.

Os registros mostram que os casos não se concentraram apenas em um ponto da cidade. Houve chamados em bairros centrais, loteamentos novos e também em áreas mais afastadas.


Por que os enxames aparecem mais no verão?

O aumento das ocorrências com eliminação de insetos em Camaquã tem relação direta com o verão.

A principal explicação está no processo de enxameação. Trata-se de uma fase natural em que parte da colmeia deixa o local de origem para formar uma nova colônia.

Esse movimento se intensifica entre dezembro e março. As altas temperaturas aceleram o metabolismo e a reprodução das abelhas. Ao mesmo tempo, alterações no ciclo das plantas afetam a oferta de flores e alimento.

Pesquisas também apontam um êxodo rural das abelhas. O desmatamento, o uso de produtos químicos e as mudanças climáticas reduzem áreas adequadas no campo.

Em entrevista à GZH, o professor de Agronomia da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, Rafael Meirelles, destacou que o avanço da urbanização e as ondas de calor fora de época diminuem a oferta de flores.

Com menos alimento disponível, os insetos acabam migrando para áreas urbanas em busca de abrigo e recursos.

Segundo o chefe da Comunicação Social do CBMRS, capitão Daniel Suchy, ocorrências envolvendo insetos, principalmente abelhas, são comuns nesta época mais quente.

Ele reforça que o extermínio não é regra.

“Devido à importância destes animais no meio ambiente, o CBMRS apenas faz o extermínio quando eles estiverem oferecendo risco à população, atacando uma escola ou residência, por exemplo. Quando não houver riscos, a recomendação é que seja contatado um apicultor”, explicou.

As abelhas têm papel essencial na polinização e na manutenção do equilíbrio ambiental. Por isso, a orientação é sempre avaliar o risco antes de qualquer intervenção.


O que fazer em caso de ataque de abelhas?

Em caso de ataque, a orientação é agir rápido e buscar abrigo.

O capitão Daniel Suchy recomenda correr e procurar um local fechado e seguro, como dentro de um carro ou residência.

“Quando houver enxame, também é importante fugir. Nunca atacar as abelhas”, alertou.

Tentar espantar ou agredir os insetos pode aumentar a agressividade do grupo e provocar mais picadas.

Se houver picada, o ferrão deve ser retirado com cuidado. O ideal é evitar pressionar a região para não injetar mais veneno.

Depois disso, o local deve ser lavado com água e resfriado com gelo para aliviar a dor e o inchaço.

Na maioria das situações, não é necessário atendimento médico.

No entanto, se a vítima apresentar reação alérgica, falta de ar, inchaço intenso ou se a dor persistir, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde.

O aumento das ocorrências em fevereiro serve de alerta. Em caso de enxames em residências, a orientação é não tentar resolver por conta própria e acionar os bombeiros pelo telefone 193.


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Autor

  • Elias Bielaski

    Jornalista, web designer, consultor de SEO, analista de marketing.

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