Quatro praias de Tapes e São Lourenço do Sul estão impróprias para banho, aponta FEPAM
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A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) divulgou, nesta sexta-feira (13/2), o décimo boletim do Programa Balneabilidade temporada 2025/2026. Os resultados são referentes às coletas realizadas entre 9 e 10 de fevereiro de 2026 nos 96 pontos monitorados em praias e balneários do Rio Grande do Sul.
Conforme os resultados do Boletim 10, sete pontos estão impróprios para banho. Em comparação ao nono boletim, dois locais em Pelotas saíram da lista, enquanto dois em São Lourenço do Sul e dois em Tapes passaram a apresentar condições de risco.
Pontos impróprios para banho – Boletim 9 (Município — Balneário/Praia)
- Osório — Lagoa do Peixoto
- Piratini — Balneário Municipal Klérfim Cardoso – Rio Piratini
- Santa Maria — Balneário Passo do Verde – Rio Vacacaí
- São Lourenço do Sul — Praia do Camping
- São Lourenço do Sul — Praia da Barrinha
- Tapes — Praia do U
- Tapes — Praia do Pinvest
Entre os pontos impróprios, os localizados em Osório e Tapes apresentaram alto índice de cianobactérias (210.354 células/ml na Lagoa do Peixoto; 176.459 células/ml na Praia do U; e 450.780 células/ml na Praia do Pinvest — o limite é 50.000 células/ml), o que indica condições de eutrofização (excesso de nutrientes).
Além de estarem impróprios para banho, os gêneros predominantes de microrganismos – Aphanocapsa sp. e Raphidiopsis sp. em Osório; e Microcystis sp. e Dolichospermum em Tapes – são potenciais produtores de toxinas, e a exposição a essa água pode levar a intoxicações agudas ou crônicas.
Classificação das praias
Para a classificação das águas como próprias ou impróprias para banho, utilizam-se parâmetros de Escherichia coli (E. coli), observando os critérios definidos pelas resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) 274/2000 e 357/2005.
Nos balneários de Pelotas; Tapes; na Lagoa do Peixoto, em Osório; na Praia da Barrinha, em São Lourenço do Sul; na Praia da Picada, em Barra do Ribeiro; e em Arambaré também são consideradas as cianobactérias.
Como é feita a análise pela FEPAM?
O resultado de cada boletim está condicionado a cinco semanas anteriores de monitoramento.
Se, ao longo desse período, duas ou mais amostras do conjunto apresentarem resultado superior a 800 para E.coli ou, ainda, se a amostra mais recente das cinco avaliadas apresentar resultado maior que 2 mil para E.coli, o ponto será classificado como impróprio.
O mesmo ocorre se a contagem de cianobactérias extrapolar 50 mil células.
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