Safra da maçã inicia com produção recorde e reforça protagonismo do Rio Grande do Sul
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A colheita nacional da maçã para a safra 2025/2026 começou com expectativas elevadas e números que reforçam a importância da fruta para a economia brasileira, especialmente no Rio Grande do Sul. A produção nacional deve ultrapassar 1 milhão de toneladas, consolidando o país entre os principais produtores do mundo.
Rio Grande do Sul lidera produção nacional
O Rio Grande do Sul responde por cerca de 47% de toda a maçã produzida no Brasil. Somente no estado, a estimativa é de 460 mil toneladas, com destaque para a região dos Campos de Cima da Serra. Vacaria desponta como principal polo produtor, com previsão de mais de 230 mil toneladas colhidas, seguida por municípios como Bom Jesus, São Francisco de Paula, Caxias do Sul e Monte Alegre dos Campos. As variedades Fuji e Gala continuam sendo as mais cultivadas e demandadas pelo mercado.
Crescimento da safra e fortalecimento do setor
A abertura oficial da Colheita Nacional da Maçã ocorreu em Vacaria, reunindo produtores e representantes do setor na unidade da Rasip Agro, da RAR Agro & Indústria. A empresa projeta colher 55 mil toneladas na safra de 2026, um crescimento de aproximadamente 30% em relação ao ciclo anterior, impactado por eventos climáticos adversos.
O desempenho positivo da safra reflete investimentos contínuos em tecnologia, pesquisa, manejo agrícola e defesa sanitária, fatores que contribuem tanto para o aumento da produtividade quanto para a qualidade da fruta produzida na região.
Geração de empregos e destaque no mercado externo
A cadeia produtiva da maçã é responsável por mais de 120 mil empregos diretos e indiretos no país. Durante o período de colheita, que tem pico no mês de março e deve se estender até abril, cerca de 15 mil trabalhadores temporários são mobilizados apenas no Rio Grande do Sul.
Além do mercado interno, a maçã gaúcha mantém forte presença internacional. A estimativa é de que mais de 60 mil toneladas sejam destinadas à exportação. Vacaria concentra mais de 85% das exportações brasileiras da fruta, que chegam a países como Índia, Emirados Árabes Unidos, Rússia, Reino Unido, Portugal, Holanda, Bangladesh e Arábia Saudita, reforçando o protagonismo da região na fruticultura nacional.

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