Secretário de Sentinela do Sul é denunciado por injúria racial contra socorrista

Ministério Público denunciou secretário municipal de Sentinela do Sul por injúria racial contra um socorrista do SAMU após ataque a tiros

Secretário de Sentinela do Sul é denunciado por injúria racial contra socorrista

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou um secretário municipal de Sentinela do Sul por injúria racial contra um socorrista do SAMU.

A denúncia, apresentada nesta terça-feira (13), descreve que o servidor, enquanto recebia atendimento emergencial após ser baleado, recusou-se a ser atendido por um profissional negro, proferindo a frase: “Não tem um homem branco para me carregar?”.

De acordo com o MPRS, o autor da denúncia, promotor de Justiça Pedro Henrique Lacerda Paoliello, enquadrou a conduta como crime previsto na Lei 7.716/89, que trata de práticas discriminatórias.

Além da condenação criminal, o Ministério Público pede que o denunciado perca o cargo público e pague R$ 30 mil em reparação mínima pelos danos causados.

O promotor também destacou que o secretário já havia sido investigado anteriormente por injúria racial, quando ocupava o cargo de secretário municipal de Saúde, em outro contexto.

Embora o caso anterior tenha sido arquivado, o novo episódio reacende as discussões sobre condutas discriminatórias dentro do serviço público.


Ataque a tiros

O caso de injúria racial ocorreu no mesmo dia em que o secretário foi baleado durante um ataque a tiros no Ginásio Municipal “Laranjão”, em 14 de novembro de 2025.

Em outra denúncia apresentada pelo MPRS, três homens foram acusados de homicídio consumado e tentado.

Segundo a investigação, um executor, a mando de um mandante e com apoio de um terceiro, abriu fogo durante um evento esportivo, matando um jovem e ferindo gravemente o secretário.

O MP aponta que os disparos teriam sido motivados por desavenças entre os envolvidos. Um dos tiros atingiu a cabeça do diretor/secretário enquanto ele estava dentro do ginásio.

O caso segue agora para análise da Justiça.

Se condenado, o secretário poderá perder o cargo e cumprir pena prevista para injúria racial, que é equiparada ao crime de racismo e tem punição mais severa desde sua atualização legal.


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