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O governo federal prorrogou por mais 30 dias o subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina, que venceria neste sábado (25). A decisão foi oficializada em portaria assinada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, diante da nova alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo agravamento dos conflitos no Oriente Médio.
A medida, em vigor desde 25 de maio, busca reduzir o impacto do aumento dos combustíveis sobre consumidores e empresas. O benefício é pago diretamente a produtores e importadores por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), permitindo que parte da alta internacional não seja repassada integralmente aos postos.
Barril atinge o maior patamar desde maio
A decisão ocorre em um momento de forte pressão sobre o mercado. Nesta semana, o barril do petróleo Brent ultrapassou os US$ 100, chegando a US$ 105,70, o maior patamar desde o fim de maio. O avanço foi provocado pelo agravamento das tensões no Oriente Médio, com ataques a petroleiros no Mar Vermelho e interrupções no transporte de petróleo pela região, além de impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre as exportações.
Segundo analistas, as dificuldades no abastecimento levaram refinarias e importadores a buscar cargas alternativas, elevando os preços da commodity.
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Medida Provisória é prorrogada
Além da gasolina, o subsídio de R$ 1,12 por litro do diesel segue em vigor. A medida provisória que instituiu o benefício foi prorrogada pelo Congresso Nacional por mais 60 dias.
Para reduzir a dependência do petróleo, o governo também autorizou recentemente o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32%, medida que busca conter novos reajustes e reduzir os impactos da volatilidade do mercado internacional sobre o preço dos combustíveis no Brasil.







