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Messi anuncia aposentadoria da seleção argentina após seis copas do mundo

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Lionel Messi anunciou nesta segunda-feira (31) sua aposentadoria da seleção argentina. Aos 39 anos, o atacante encerra uma trajetória de 21 anos com a camisa do país, marcada por recordes, títulos e uma transformação na relação com a torcida argentina.

Capitão da Argentina nas conquistas da Copa do Mundo de 2022 e da Copa América de 2021 e 2024, Messi é o maior artilheiro e o jogador com mais partidas pela seleção. Ao todo, foram 207 jogos e 125 gols.

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“Foi uma decisão que doeu e ainda dói na alma, mas entendo que chegou a hora. Juro a vocês que sempre dei tudo de mim — não apenas nestes últimos anos, quando conquistamos tudo, mas também antes disso”, escreveu o jogador em uma publicação nas redes sociais.

De derrotas dolorosas à consagração

A trajetória de Messi com a seleção argentina foi marcada inicialmente por frustrações. O atacante perdeu a final da Copa do Mundo de 2014 para a Alemanha e também esteve nas derrotas da Argentina nas finais da Copa América de 2015 e 2016.

A sequência de decepções chegou ao fim em 2021, quando Messi conquistou seu primeiro grande título pela seleção principal ao vencer a Copa América. No ano seguinte, veio o principal troféu da carreira internacional: a Copa do Mundo de 2022, no Catar.

Em 2024, o atacante voltou a levantar a Copa América com a Argentina. A conquista consolidou uma das maiores trajetórias individuais da história do futebol argentino.

Despedida após a Copa do Mundo de 2026

A última lembrança do torcedor com Messi será a da Copa do Mundo de 2026, chegando à decisão na tentativa de encerrar a carreira internacional com mais um título. A Argentina, porém, foi derrotada pela Espanha por 1 a 0, após prorrogação.

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Com o resultado, o atacante não teve a despedida que esperava dentro de campo, mas encerrou sua passagem pela seleção como uma das principais referências da história do futebol do país.

Messi estreou pela Argentina em 2005 e, ao longo de mais de duas décadas, construiu uma carreira que também o colocou como recordista de oito prêmios Bola de Ouro. No futebol de clubes, teve passagens de destaque por Barcelona e Paris Saint-Germain e atualmente defende o Inter Miami.

“Não tenho mais nada a oferecer”

Na mensagem publicada nesta segunda-feira, Messi afirmou que tomou a decisão diante do surgimento de novos jogadores que podem assumir espaço na seleção.

“O tempo está se esgotando, capítulos chegam ao fim, e este é um que me dói profundamente. Eu amo, sempre amei e sempre amarei fazer parte da seleção nacional. Dei tudo o que tinha; não tenho mais nada a oferecer e, além disso, há ótimos jogadores jovens surgindo que merecem estar aqui”, declarou.

Messi revelou ainda que escreveu parte da mensagem em 21 de julho, dois dias depois da final da Copa do Mundo. Segundo ele, a morte de seu pai, Jorge Messi, há algumas semanas, aos 68 anos, reforçou sua decisão.

Após o anúncio, a Associação Argentina de Futebol, clubes, federações e jogadores prestaram homenagens ao craque. A entidade argentina publicou uma mensagem nas redes sociais: “Eterna gratidão, Leo. Vamos te amar até o fim de nossos dias”.

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