Bancada do PDT pede a anulação de cobrança de taxa a turistas em Tapes

Bancada do PDT na Câmara de Vereadores de Tapes reagiu ao Decreto Municipal que estabelece novas cobranças para turistas no município

Bancada do PDT pede a anulação de cobrança de taxa a turistas em Tapes

A bancada do PDT na Câmara de Vereadores de Tapes, reagiu ao Decreto Municipal nº 002/2026, editado pelo Prefeito Municipal, que estabelece novas regras e cobranças para a entrada de excursões turísticas no município.

Os vereadores Ricardo Cidade, Evânia Nunes e Claudia Rafaeli protocolaram eletronicamente um Projeto de Decreto Legislativo que propõe a sustação integral da medida.

De acordo com os parlamentares, o decreto foi publicado sem diálogo prévio com a Câmara Municipal e impõe cobranças consideradas elevadas.

Segundo os vereadores, a cobrança inclui taxa de R$ 1.500,00 por ônibus de excursão, além de valores adicionais por passageiro.

A norma também prevê cobrança para vans, o que, segundo a bancada, amplia ainda mais o impacto negativo sobre o turismo local.

Para os vereadores do PDT, a iniciativa do Executivo não passou pelo crivo do Legislativo, o que fere o princípio da legalidade e compromete o equilíbrio entre os Poderes.

Na avaliação da bancada, decisões com forte impacto econômico não podem ser tomadas de forma unilateral.

“O decreto demonstra uma condução centralizadora, que ignora o papel da Câmara como espaço legítimo de debate e representação da população. Medidas que afetam diretamente o turismo, o comércio e a economia local precisam ser amplamente discutidas”, afirmou o vereador Ricardo Cidade, líder do PDT no Legislativo.

A bancada também alerta para o risco de retração do turismo em Tapes, especialmente o turismo popular e regional.

Segundo os parlamentares, a imposição de taxas altas, sem planejamento e sem diálogo com os setores envolvidos, pode afastar excursões, reduzir o número de visitantes e causar prejuízos a comerciantes, trabalhadores e prestadores de serviços ligados à atividade turística.

Os vereadores ressaltam que não são contrários à organização do turismo nem à regulamentação do uso dos espaços públicos.

No entanto, eles defendem que qualquer cobrança de taxas ou penalidades deve ser estabelecida por meio de lei, com transparência, participação da Câmara e escuta da sociedade.

O Projeto de Decreto Legislativo segue agora para tramitação regular na Câmara de Vereadores.


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