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O Rio Grande do Sul chegou a 22 feminicídios em 2026 após o assassinato de Angélica Inês Strelow, de 28 anos, ocorrido na noite desta sexta-feira (13), em Camaquã. O crime aconteceu dentro da residência da vítima, no bairro Viégas, e chocou a comunidade local.
Uma semana após o Dia Internacional da Mulher, a cidade amanheceu consternada com mais um caso de violência extrema contra uma mulher. Angélica foi morta com um golpe fatal dentro de casa.
Segundo informações iniciais da ocorrência, o autor do crime é o ex-companheiro da vítima, também de 28 anos. Ele é pai das duas filhas de Angélica, que presenciaram o ataque.
Contra o suspeito já existiam medidas protetivas de urgência, que não foram suficientes para evitar o desfecho trágico.
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Duas crianças ficaram órfãs de mãe e carregam agora um trauma que marcará suas vidas.
Feminicídios no Rio Grande do Sul
Os 22 feminicídios registrados no Rio Grande do Sul em 2026 representam um aumento de aproximadamente 50% em relação ao mesmo período de 2025, quando haviam sido contabilizadas 14 mortes.
O levantamento foi realizado pela Frente Parlamentar dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Os dados têm como base números divulgados pela Secretaria da Segurança Pública do Estado.
As informações foram apresentadas durante audiência pública da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
Durante o encontro, o secretário da Segurança Pública, Mário Ikeda, informou que 298 agressores são monitorados atualmente 24 horas por dia no estado.
Ele também destacou que mais de 50 mil medidas protetivas foram concedidas no Rio Grande do Sul ao longo do último ano.
Mesmo com esses mecanismos, os casos de feminicídio continuam acontecendo e evidenciam os desafios da rede de proteção às mulheres.
Crime brutal deixa comunidade em choque
O caso ocorrido em Camaquã evidencia a gravidade da violência doméstica e o impacto devastador desse tipo de crime.
Além da perda de uma jovem mulher de 28 anos, o feminicídio deixa duas filhas sem a mãe e uma família marcada para sempre pela tragédia.
Angélica está sendo velada na Funerária Concórdia. O sepultamento ocorre na manhã deste domingo (15), no Cemitério Luterano da Paz, em Camaquã.







