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Morre Oscar Schmidt, ídolo do basquete brasileiro, aos 68 anos

Morre Oscar Schmidt, ídolo do basquete brasileiro, aos 68 anos

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O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, após passar mal. Ele chegou a ser levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, nas proximidades de Alphaville, onde residia, mas não resistiu. A causa da morte não foi divulgada.

Em nota, a família lamentou a perda e destacou a trajetória do atleta, considerado um dos maiores nomes da história do basquete mundial. O velório e o sepultamento serão realizados de forma reservada, restritos a familiares e amigos.

Legado dentro e fora das quadras

Conhecido como “Mão Santa”, Oscar construiu uma carreira marcada por recordes e protagonismo. Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, em 1958, ele se tornou referência internacional ao longo de quase duas décadas defendendo a seleção brasileira.

O ex-atleta participou de cinco edições dos Jogos Olímpicos, entre Moscou 1980 e Atlanta 1996, e se tornou o maior cestinha da história da competição, com 1.093 pontos. Ao longo da carreira, somou 49.737 pontos em jogos oficiais, marca que o colocou, por anos, como o maior pontuador do basquete mundial.

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Mesmo sem atuar na NBA, foi reconhecido internacionalmente e incluído tanto no Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (Fiba) quanto no Hall da Fama da NBA, em 2013, em reconhecimento à sua contribuição ao esporte.

Carreira marcada por decisões e conquistas

Oscar iniciou no basquete ainda jovem, após migrar do futebol, e ganhou destaque no Palmeiras antes de se consolidar no Sírio, onde conquistou o Mundial de Clubes em 1979. Na década de 1980, transferiu-se para o basquete italiano, atuando por mais de uma década em uma das ligas mais competitivas da época.

Draftado pelo New Jersey Nets em 1984, recusou a oportunidade de jogar na NBA para manter o vínculo com a seleção brasileira, decisão que marcou sua trajetória. Entre suas principais conquistas está a medalha de ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987, quando o Brasil derrotou os Estados Unidos na final.

Luta contra a doença

Desde 2011, Oscar enfrentava um tumor cerebral, passando por cirurgias e tratamentos ao longo dos anos. A família destacou a forma como ele lidou com a doença, com coragem e resiliência, tornando-se também exemplo fora das quadras.

Recentemente, em 8 de abril, o ex-jogador foi homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil com a inclusão no Hall da Fama da entidade. Ele não pôde comparecer à cerimônia por estar em recuperação de uma cirurgia e foi representado pelo filho.

A morte de Oscar Schmidt encerra a trajetória de um dos maiores nomes do esporte brasileiro. Seu legado permanece como referência para gerações de atletas e admiradores, dentro e fora do país.

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