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O Rio Grande do Sul se prepara para mais um El Niño. O fenômeno deve influenciar o clima em todo o Sul do Brasil e especialista já adiantam a possibilidade de cenários climáticos extremos.
O professor Marcelo Dutra da Silva, Ecólogo, doutor em Ciências e professor de Ecologia trouxe alerta importante sobre chegada do El Niño 2026 e seus impactos.
Na sua fala, ele frizou que não se trata de um cenário igual ou idêntico ao que vivemos em 2024 no Rio Grande do Sul, mas que gera preocupação pela possibilidade de tempestades
“A nova realidade do clima nos exige capacidade de resposta e atenção redobrada ao funcionamento dos sistemas”, destacou Marcelo.
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Assista o alerta trazido pelo ecólogo:
O que é o El Niño?
O El Niño é um fenômeno natural do Oceano Pacífico tropical, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas na faixa equatorial, com capacidade de influenciar o clima em diferentes regiões do mundo.
As previsões atuais (efetuadas em abril-maio de 2026) indicam a possível ocorrência de um novo episódio de El Niño em 2026, sem evidências, até o momento, de que atinja forte intensidade ou se configure como um El Niño muito forte no período 2026–2027.
De acordo com o Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática do Rio Grande do Sul, esses cenários de previsões apontam chuvas acima do normal para a primavera de 2026, e, dependendo da intensidade do El Nino, seriam esperadas temperaturas acima do normal no inverno.
Em nota técnica emitida nesta semana, o Comitê destacou que a ocorrência de El Niño, por si só, não implica na materialização de desastres, que dependem também de fatores como exposição e vulnerabilidade.
Ainda assim, o cenário reforça a necessidade de preparação por parte da gestão pública, com planos de contingência estruturados, atualizados e devidamente comunicados aos atores estratégicos e à população.
Qual é a previsão para o El Niño em 2026?
A previsão mais recente do ENSO indica uma probabilidade de 70% de desenvolvimento do El Niño entre abril e junho de 2026, com o El Niño permanecendo dominante durante o restante de 2026, com altas
probabilidades de 88 a 94%.
Baseado no comportamento de El Niños anteriores, o que se espera são chuvas acima do normal na primavera de 2026, e temperaturas acima do normal no inverno.
Espera-se também uma tendência de maior probabilidade de eventos localizados na primavera de 2026, tais como tempestades e chuvas intensas, que podem gerar, em áreas suscetíveis, alagamentos, inundações, enxurradas, movimentos de massa, entre outros impactos de origem geo-hidro-meteorológica.
Por fim, o comitê ainda destacou que o El Niño não causa “desastres climáticos” diretamente, mas aumenta ou
reduz a probabilidade de eventos extremos no Brasil — o que permite fazer previsões de risco com antecedência:
Eventos extremos não são sinônimos de desastres naturais; são fenômenos meteorológicos que podem desencadear desastres, dependendo de sua intensidade e dos impactos sobre as sociedades e os territórios. A ocorrência de El Niño não prevê um desastre específico, mas representa maior chance de chuva extrema no Sul. A ocorrência do desastre em si depende de outros fatores não climáticos, como a vulnerabilidade e a exposição aos eventos extremos.






