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A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (15) a Operação Sem Refino, que investiga um conglomerado econômico do setor de combustíveis suspeito de utilizar estruturas societárias e financeiras para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e envio ilegal de recursos ao exterior.
Entre os alvos da operação está o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que foi alvo de mandado de busca e apreensão autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.
A operação também determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.
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Investigação envolve refinaria e possíveis fraudes fiscais
Segundo a Polícia Federal, as investigações apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e irregularidades relacionadas à operação de uma refinaria ligada ao grupo investigado.
A corporação informou que um dos investigados teve a inclusão solicitada na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localização e prisão de foragidos em outros países.
A ação contou com apoio técnico da Receita Federal.
Investigação está ligada à ADPF 635
De acordo com a PF, a operação integra as apurações realizadas no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, relacionada à atuação de organizações criminosas e possíveis conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.
Até o momento, a defesa do ex-governador Cláudio Castro não havia se manifestado oficialmente sobre a operação.







