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Um tumulto no Centro de Camaquã terminou com a prisão de um homem suspeito de ter cometido o crime de estupro de vulnerável contra uma criança de apenas 6 anos de idade. O fato ocorreu após o indivíduo ser reconhecido e agredido por populares antes de ser detido pelas forças de segurança pública.
Segundo apurado pela reportagem do Sul360, o crime ocorreu um ano atrás em uma localidade do interior de Camaquã.
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O suspeito era padrasto da vítima e teria se aproveitado desse vínculo de confiança para abusar da criança.
Segundo informações, ele também teria violentado a ex-companheira, que relatou pelas redes sociais ter sido abusada e ameaçada de morte.
Depois dos atos, ele fugiu e não foi mais visto.
Após o ocorrido, a mulher e a criança deixaram Camaquã e foram morar em outro município.
A mãe formalizou a denúncia no município de Camaquã e voltou a registrar a ocorrência em Novo Hamburgo.
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Desde então, parentes da vítima buscavam pelo homem, que não chegou a ser preso.
Assista o vídeo e saiba mais sobre o caso:
Agressões e prisão
A mobilização teve desfecho na Praça Donário Lopes, localizada no Centro de Camaquã, quando um familiar da vítima avistou o suspeito e iniciou as agressões.
Populares que estavam no local e tomaram conhecimento da acusação também se juntaram aos atos de violência física contra o homem.
Para se proteger do linchamento, o indivíduo conseguiu fugir do grupo e buscou abrigo no interior de um estabelecimento comercial situado na Avenida Presidente Vargas.
Ele permaneceu escondido no local até a chegada de uma guarnição da Brigada Militar, que isolou a área, efetuou a detenção do suspeito e o conduziu à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Camaquã para os procedimentos cabíveis.
Até o momento, o nome do homem não foi divulgado pelas autoridades policiais. Ele foi ouvido pela polícia e liberado.
Estupro de Vulnerável
No ordenamento jurídico brasileiro, a prática de atos libidinosos ou conjunção carnal com menores de 14 anos é tipificada como Estupro de Vulnerável (Artigo 217-A do Código Penal).
O delito é considerado crime hediondo, prevendo penas severas de reclusão que variam de 8 a 15 anos, sendo agravadas caso o autor possua relação de parentesco, autoridade ou confiança sobre a vítima, conforme prevê o Artigo 226 do Código Penal.








