Advogado e professor é preso preventivamente em Porto Alegre por crimes sexuais contra 10 mulheres
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O advogado e professor de Direito Conrado Paulino da Rosa foi preso preventivamente na tarde desta segunda-feira (2), em Porto Alegre, por decisão da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), após pedido do Ministério Público do Estado (MPRS). Ele é denunciado por 12 crimes contra 10 mulheres, entre eles estupro, estupro de vulnerável, violência psicológica e cárcere privado.
A prisão foi cumprida pelo Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio da Polícia Civil. A medida integra o Projeto Cumpra-se, do GAECO, e tem como objetivo proteger as vítimas e evitar novas agressões, diante da gravidade dos fatos relatados na denúncia.
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O pedido de prisão preventiva foi acolhido pela desembargadora Naele Ochoa. O advogado havia sido denunciado pelo MPRS no dia 24 de fevereiro. Segundo o Ministério Público, os crimes teriam ocorrido ao menos desde 2013.
Investigação aponta relatos semelhantes e 24 episódios descritos no inquérito
A investigação da Polícia Civil durou cerca de três meses e reuniu depoimentos de 18 vítimas e 16 testemunhas, além de perícias, exames e provas documentais. Conforme o inquérito, os crimes teriam sido praticados entre 2013 e 2025, somando 24 episódios descritos na apuração policial.
Por se tratarem de crimes sexuais, a Polícia Civil não divulgou detalhes específicos dos casos, mas informou que os relatos apresentam semelhanças entre si. As possíveis vítimas também devem passar por perícia psicológica.
Em outubro do ano passado, o professor chegou a ser preso temporariamente, mas a Justiça revogou a prisão dois dias antes do término do prazo. Desde então, ele cumpria medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento mensal em juízo, proibição de contato com vítimas e testemunhas, além de restrições para frequentar instituições de ensino, eventos acadêmicos e deixar a comarca de Porto Alegre.
Como denunciar casos de violência
Casos de violência podem ser denunciados na Delegacia da Mulher ou em qualquer Delegacia de Polícia. Também é possível registrar ocorrência por meio da Delegacia Online. As autoridades reforçam a importância de que vítimas e testemunhas procurem os canais oficiais para garantir acolhimento e proteção.

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