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Camaquã terá reforço na estrutura de transmissão de energia elétrica. A medida deve tornar o sistema mais estável e menos suscetível a falhas prolongadas.
Conforme apurado com exclusividade pela reportagem do Sul360, a melhoria envolve a Subestação Camaquã 230 kV. A estrutura faz parte do sistema que leva energia em alta tensão até a rede regional.
O projeto foi enquadrado no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura, o Reidi.
A aprovação consta em portaria do Ministério de Minas e Energia, com base em autorização da Aneel.
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Camaquã é a única cidade da Zona Sul contemplada neste pacote específico de reforços da CPFL Transmissão. As demais melhorias citadas no mesmo projeto envolvem Passo Fundo.
Melhoria em Camaquã
O reforço previsto para Camaquã envolve o remanejamento de um transformador trifásico de 83 MVA da Subestação Santa Marta para a Subestação Camaquã.
Esse equipamento substituirá um transformador da unidade local que está em final de vida útil.
Na prática, a troca deve melhorar a segurança operacional da transmissão de energia. Isso não elimina quedas de luz, mas reduz riscos ligados à infraestrutura de alta tensão.
O projeto envolvendo Passo Fundo e Camaquã tem prazo final de execução previsto para outubro de 2030.
As estimativas oficiais indicam valor total de R$ 42,4 milhões com incidência de PIS/Pasep e Cofins.
Sem os tributos suspensos pelo Reidi, o valor estimado cai para R$ 38,8 milhões.
O que é o Reidi?
O Reidi é um regime federal criado para incentivar investimentos em infraestrutura.
Por meio dele, ficam suspensas as cobranças de PIS/Pasep e Cofins em aquisições, locações e importações de bens e serviços ligados aos projetos aprovados.
A suspensão pode valer por até cinco anos, conforme as regras do regime.
Com isso, obras consideradas estratégicas para o país podem ter custo menor de implantação. O benefício é usado em áreas como energia, transporte, saneamento e infraestrutura logística.
O que é a CPFL?
A CPFL Energia é um grupo privado que atua em diferentes áreas do setor elétrico, como geração, distribuição, transmissão, comercialização e serviços.
No Rio Grande do Sul, a CPFL é conhecida principalmente pela RGE, distribuidora que atende grande parte do estado.
No caso de Camaquã, porém, o projeto não envolve a RGE. A obra é ligada à CPFL Transmissão, empresa do grupo responsável por instalações de transmissão de energia.
A CPFL Transmissão passou a ter atuação relevante no Estado após a aquisição da antiga CEEE-T, a Companhia Estadual de Transmissão de Energia Elétrica.
Qual a diferença para a CEEE Equatorial?
A CEEE Equatorial segue sendo a concessionária responsável pela distribuição de energia em Camaquã.
Isso significa que ela atende diretamente os consumidores. É a empresa responsável por conta de luz, religação, falta de energia, manutenção da rede de distribuição e atendimento ao cliente.
A CPFL Transmissão atua em outra etapa do sistema elétrico. Ela opera estruturas de alta tensão, como linhas e subestações, que levam energia até pontos estratégicos da rede.
Em resumo, a transmissão funciona como uma “rodovia” da energia elétrica. Já a distribuição é o caminho final até casas, comércios, indústrias e propriedades rurais.
Por isso, mesmo com o reforço da CPFL Transmissão, chamados de falta de luz em Camaquã continuam sendo feitos para a CEEE Equatorial.
Por que isso importa para Camaquã?
O reforço na Subestação Camaquã 230 kV representa uma melhoria estrutural para o sistema elétrico regional.
A troca de equipamento em final de vida útil tende a aumentar a confiabilidade da transmissão. Também ajuda a preparar a rede para novas demandas de consumo.
A medida é importante para residências, empresas, propriedades rurais e serviços públicos que dependem de fornecimento contínuo de energia.
A reportagem do Sul360 seguirá acompanhando o andamento do projeto e os possíveis impactos para Camaquã e região.







