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A conta de água ficará mais cara para consumidores atendidos pela Corsan/Aegea a partir desta quarta-feira (1º). O reajuste extraordinário é de 5,76% e vale para as tarifas de água e esgoto.
A cobrança será aplicada sobre o consumo de julho, com reflexo nas faturas entregues em agosto.
A medida foi aprovada pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul, a Agergs. O reajuste acompanha a implantação da Tarifa Social de água e esgoto.
Segundo a Agergs, o aumento foi aprovado para recompor o equilíbrio econômico-financeiro do contrato da Corsan.
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Na prática, o reajuste ajuda a custear a Tarifa Social, benefício criado pela Lei Federal nº 14.898/2024.
A nova tarifa garante desconto de 50% na conta de água e esgoto para famílias de baixa renda.
Têm direito famílias inscritas no CadÚnico com renda per capita de até meio salário mínimo.
Também podem receber o benefício famílias que recebem o BPC e tenham idosos acima de 65 anos ou pessoas com deficiência.
O desconto vale para consumo de até 15 metros cúbicos de água por mês. Acima desse limite, a cobrança ocorre de forma integral.
Conta mais cara
A resolução da Agergs define reajuste de 5,76% no preço-base do metro cúbico de água e no serviço básico.
A medida também mantém a relação tarifária do esgoto.
Conforme a resolução, o percentual vale a partir de 1º de julho de 2026 e será cobrado na fatura de agosto.
A Corsan informa que as faturas mensais podem incluir serviço básico, consumo de água, esgotamento sanitário e outros valores vinculados ao serviço.
Camaquã e região estão na lista
Na região de Camaquã, a Tarifa Social contempla municípios atendidos pela Corsan/Aegea.
Entre eles estão:
Amaral Ferrador, Arambaré, Barra do Ribeiro, Camaquã, Cerro Grande do Sul, Chuvisca, Cristal, Dom Feliciano, Sentinela do Sul e Tapes.
A lista da Corsan também inclui esses municípios na estrutura tarifária regional da companhia.
O que muda para o consumidor?
Para quem não se enquadra na Tarifa Social, a tendência é de aumento na próxima conta.
Para famílias de baixa renda que cumprem os critérios, o benefício pode reduzir o impacto da cobrança.
Segundo a Agergs, a medida deve alcançar inicialmente mais de 240 mil famílias.
Com atualização cadastral, o benefício poderá chegar a mais de 2 milhões de gaúchos.







