Deputado Marcus Vinícius questiona Equatorial durante audiência da CPI

Na CPI da Equatorial, Marcus Vinícius cobrou respostas sobre fraude interna, demora em reparos e falhas de comunicação.

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A CPI da Equatorial entrou em uma nova fase nesta segunda-feira (24), com fortes cobranças sobre fraudes internas, demora nos atendimentos e problemas de comunicação com os gaúchos. O relator, deputado estadual Marcus Vinícius de Almeida (PP), fez questionamentos diretos ao diretor-presidente da empresa, Riberto Barbarena. A audiência ocorreu na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

O parlamentar iniciou a intervenção pedindo explicações sobre o desvio de R$ 36 milhões registrado dentro da companhia. A fraude, revelada pela imprensa, levantou dúvidas sobre quem absorveria o prejuízo. Marcus Vinícius afirmou que a população teme pagar a conta. Barbarena respondeu que a tarifa não sofrerá impacto.

Além disso, o relator cobrou ações mais rápidas e planejadas para resolver problemas recorrentes nas ruas. O tema dos postes instalados de forma inadequada e dos fios soltos recebeu destaque. A situação gerou risco à população e motivou uma ação civil pública em Porto Alegre. O deputado afirmou que a demora nas respostas no interior preocupa municípios.

Por fim, Marcus Vinícius destacou um colapso na comunicação da empresa com a sociedade. Ele lembrou que a antiga CEEE já enfrentava dificuldades, mas que a Equatorial assumiu o controle sem apresentar um plano claro aos gaúchos. Segundo o deputado, isso aumentou a desconfiança dos consumidores e ampliou o desgaste institucional.

Falha interna preocupa a CPI

O relator abriu a fala com o caso da fraude interna de R$ 36 milhões. Ele cobrou transparência e pediu garantias de que o prejuízo não recairá sobre moradores e empresas. O diretor-presidente afirmou que a perda será absorvida pela Equatorial. Além disso, reforçou que o grupo busca recuperar os valores.

A CPI já analisava documentos internos e agora deve incluir novos pedidos de informação sobre o caso. A investigação apura se falhas estruturais de controle interno permitiram o desvio. O tema deve voltar na votação do relatório final. Contudo, Barbarena insistiu que a tarifa não mudará.

Postes irregulares e fios soltos seguem sem solução

Outro ponto sensível foi a demora nos atendimentos. O deputado citou chamadas referentes a postes tortos e fios soltos que levam dias para receber atenção. Esses problemas geram risco direto à população. Além disso, impactam bairros inteiros no interior do Estado.

Barbarena respondeu que a Equatorial iniciou um plano de substituição dos postes mais críticos. Ele garantiu que a empresa dará prioridade às estruturas que sustentam equipamentos e maior carga. No entanto, Marcus Vinícius reforçou que os gaúchos esperam rapidez e previsibilidade.

A empresa lembrou que enfrenta uma rede antiga e complexa. Contudo, o parlamentar afirmou que a população não pode ficar exposta a esse cenário. Ele pediu prazos claros, metas e comunicação imediata sobre cada etapa do plano.

Comunicação falha agrava a relação

Marcus Vinícius afirmou que a crise de comunicação prejudica a confiança no serviço. Ele disse que muitos servidores que antes dialogavam com a imprensa perderam autonomia após a privatização. Além disso, destacou que prefeitos, vereadores e deputados passaram a buscar informações por conta própria.

O relator afirmou que a Equatorial não apresentou um plano público para recuperar a imagem. Isso dificultou a relação com usuários e ampliou o desgaste nos momentos de crise. Segundo ele, o gaúcho quer entender o que acontece na rua, mas não recebe respostas.

Barbarena reconheceu o problema. Ele disse que a companhia contratou um assessor de relações institucionais há 14 dias. Além disso, informou que 21 consultores atuam no Estado e passam por treinamentos internos para melhorar o diálogo com a sociedade.

Relatório final da CPI

A CPI entra na reta final. O relatório deve ser votado até o dia 8 de dezembro. O documento reunirá apontamentos sobre falhas operacionais, problemas na gestão e medidas a serem cobradas da empresa.

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Deputado Marcus Vinícius questiona Equatorial durante audiência da CPI. Foto: Assessoria

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