Diesel a R$ 7,99 eleva custo da colheita e produtores gaúchos chegam a gastar quase R$ 4 mil por dia só com combustível
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A alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio, já provoca reflexos diretos no campo gaúcho. Em plena colheita da soja, produtores do Rio Grande do Sul enfrentam aumento significativo nos custos operacionais, especialmente com o diesel, essencial para o funcionamento de máquinas e transporte da produção.
Em municípios como Carazinho, o litro do diesel S10 foi registrado a R$ 7,99, valor que preocupa agricultores em um momento considerado decisivo para a safra. Segundo relato feito à equipe do deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), uma propriedade rural chega a consumir cerca de 500 litros de diesel por dia para manter colheitadeira, caminhões e demais equipamentos em operação.
Com o combustível nesse patamar, o gasto diário alcança R$ 3.995 apenas com diesel. Na prática, quase R$ 4 mil por dia são destinados exclusivamente ao abastecimento das máquinas. Considerando que uma colheitadeira consegue colher aproximadamente 30 hectares por dia, o custo com combustível chega a cerca de R$ 133 por hectare.
Pressão sobre o setor produtivo
O aumento ocorre em um cenário já delicado para o setor agrícola. Produtores ainda tentam se recuperar de prejuízos causados por estiagens, enchentes e do endividamento acumulado nas últimas safras. Além disso, enfrentam custos elevados de produção, juros altos e restrições de crédito.
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Para lideranças do setor, o encarecimento do diesel agrava ainda mais a situação financeira de milhares de agricultores, podendo comprometer a margem de lucro e a sustentabilidade das atividades.
Pedido de redução de impostos
Diante do cenário, o deputado federal Luciano Zucco defendeu a adoção de medidas emergenciais por parte dos governos federal e estadual, sugerindo a redução temporária da carga tributária sobre os combustíveis como forma de amenizar o impacto.
Segundo o parlamentar, o aumento do diesel não afeta apenas o produtor rural, mas toda a cadeia econômica, uma vez que eleva o custo da produção agrícola, encarece o transporte e pode refletir diretamente no preço dos alimentos ao consumidor.
Para representantes do setor, sem algum tipo de alívio tributário ou ação emergencial, a nova escalada no preço do combustível pode aprofundar as dificuldades enfrentadas pelo agronegócio gaúcho, especialmente em um período estratégico como o da colheita.

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