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O dólar encerrou esta quinta-feira (30) cotado a R$ 5,061, o menor valor em quase dois meses. O recuo da moeda norte-americana foi impulsionado pelo enfraquecimento do dólar no mercado internacional e pelo aumento da entrada de capital estrangeiro no Brasil.
No mesmo dia, o Ibovespa avançou quase 2%, enquanto os preços internacionais do petróleo registraram queda após parte das tensões no Oriente Médio perder força no mercado financeiro.
Inflação dos Estados Unidos influencia mercado
O principal fator para a queda do dólar foi a divulgação de novos dados de inflação dos Estados Unidos. O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), indicador acompanhado pelo Federal Reserve (Fed), registrou alta de apenas 0,1% em junho, abaixo da expectativa do mercado, que era de 0,2%.
O resultado reforçou a percepção de que o banco central norte-americano poderá manter uma política menos restritiva para os juros nos próximos meses. Com isso, investidores passaram a direcionar recursos para ativos considerados mais rentáveis, como moedas e ações de países emergentes.
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Outro fator que contribuiu para a valorização do real foi o aumento da entrada de investidores estrangeiros no mercado brasileiro, ampliando a oferta de dólares no país.
Bolsa brasileira acompanha cenário externo
Favorecido pelo ambiente internacional, o Ibovespa fechou o dia em 177.158 pontos, com alta de 1,88%, recuperando as perdas registradas após a última decisão de política monetária do Federal Reserve.
O movimento acompanhou o desempenho positivo das bolsas norte-americanas:
No mercado doméstico, também contribuiu para o avanço da Bolsa a expectativa de redução da taxa Selic nos próximos meses, diante de indicadores recentes de inflação considerados mais favoráveis.
Petróleo recua após alta da véspera
Os contratos internacionais de petróleo fecharam em queda depois da forte valorização registrada na sessão anterior. Apesar das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, investidores reduziram parte do prêmio de risco ao avaliarem que não houve interrupção no abastecimento mundial de petróleo. O mercado também acompanha a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), marcada para este domingo, quando poderão ser discutidos novos níveis de produção.







