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O duplo homicídio ocorrido no interior de Chuvisca/RS na última semana é tratado como vicaricídio. Em nota divulgada na manhã desta terça-feira, 13 de outubro, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul trouxe novos detalhes sobre o caso.
Em nota divulgada à imprensa, a Delegacia de Polícia de Camaquã informou que conduz o inquérito sobre o duplo homicídio ocorrido na madrugada de 9 de outubro de 2026, por volta das 6h, em uma residência na zona rural do Município de Chuvisca/RS.
As vítimas são Arnildo Schmegel Klumb, de 56 anos, e Davi Artur Klug Klumb, de 17 anos. Ambos foram encontrados sem vida no interior da residência, com ferimentos causados por disparo de arma de fogo.
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A ocorrência começou com um telefonema ao 190. Segundo as informações apuradas, o próprio suspeito ligou para o serviço de emergência e relatou ter acabado de matar o ex-sogro e o ex-cunhado.
Uma guarnição da Brigada Militar foi ao local indicado e confirmou os óbitos.
O suspeito foi localizado logo em seguida e preso em flagrante. Com ele foram encontrados objetos ligados às vítimas, entre eles o aparelho celular de uma delas, e uma munição intacta de calibre 38.
Em momento posterior, o suspeito relatou ter deixado o local dos fatos no veículo de uma das vítimas e o abandonado na residência de um familiar.
No local do crime, foram apreendidos um projétil deflagrado e uma espingarda.
A Polícia Civil, por meio da autoridade policial de plantão na DPPA Camaquã, representou ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, o que foi deferido, após parecer favorável do Ministério Público.
Por que o caso é tratado como vicaricídio?
As vítimas eram o pai e o irmão da ex-companheira do suspeito. Elas não tinham, ao que se sabe, relação de conflito própria com ele. O vínculo que as unia ao autor passava exclusivamente pela mulher. Por isso, a investigação trabalha com a hipótese de que os homicídios tenham sido praticados para atingi-la, fazendo-a sofrer pela perda de familiares próximos.
Essa conduta tem nome e tipificação própria desde abril deste ano. O vicaricídio consiste no ato de matar descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher, com o fim específico de causar-lhe sofrimento, punição ou controle, no contexto de violência doméstica e familiar.
O crime foi criado pela Lei nº 15.384, de 9 de abril de 2026, que também o incluiu no rol dos crimes hediondos. A pena prevista é de reclusão de 20 a 40 anos.
A capitulação definitiva depende da conclusão das perícias e das demais diligências, que seguem em andamento. A Polícia Civil não divulgará outros detalhes neste momento, para preservar a investigação e a intimidade dos familiares das vítimas.







