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A fábrica de fraldas e absorventes do Presídio Estadual de Jaguarão (Pejag), recentemente reativada, já apresenta resultados práticos no abastecimento da rede pública de saúde do município. A unidade produziu e entregou quase 5 mil itens, destinados às farmácias municipais.
A iniciativa é resultado de um termo de cooperação entre a Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS), a Polícia Penal e a Prefeitura de Jaguarão. A produção contempla fraldas geriátricas, infantis e absorventes, com média diária de cerca de 200 fraldas e 150 absorventes.
Trabalho prisional e ressocialização
Retomada na segunda quinzena de março, a atividade funciona com mão de obra de pessoas privadas de liberdade do regime fechado. Os participantes cumprem jornada de oito horas diárias e recebem remuneração equivalente a 75% do salário mínimo, conforme previsto em lei.
Além da produção, a iniciativa busca contribuir para o processo de ressocialização, oferecendo qualificação e oportunidade de trabalho dentro do sistema prisional.
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Otimização de recursos
Um dos diferenciais da fábrica é o aproveitamento integral da matéria-prima. Os absorventes são produzidos a partir de retalhos gerados na fabricação das fraldas, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência do processo.
Estrutura e tecnologia
A unidade funciona em um espaço com mais de 20 metros quadrados e conta com equipamentos automatizados para corte, dobra e aplicação de adesivos. A fábrica foi transferida para uma área mais ampla em setembro de 2025, com melhorias na infraestrutura, incluindo sanitários e melhores condições de trabalho.
Antes da retomada das atividades, os envolvidos passaram por capacitação específica para operar os equipamentos, além de inspeções técnicas para adequação do espaço e aquisição de insumos.
Impacto na saúde pública
A produção tem impacto direto no abastecimento da rede municipal de saúde, garantindo o fornecimento regular de itens essenciais para públicos vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas em tratamento de saúde.
A parceria entre os órgãos envolvidos busca, além de suprir demandas locais, fortalecer políticas públicas que integrem assistência social, saúde e reintegração de pessoas privadas de liberdade.







