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A Polícia Civil e a Polícia Penal deflagraram, na manhã desta terça-feira (2), a Operação Rastrum, que tem como objetivo desarticular um núcleo financeiro ligado a uma organização criminosa com atuação dentro e fora do sistema prisional do Rio Grande do Sul. A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Erechim e apura crimes de lavagem de dinheiro relacionados ao tráfico de drogas e homicídios.
Ao todo, foram cumpridas 24 ordens judiciais nos municípios de Erechim, Passo Fundo, Roca Sales, Teutônia, Vale Real, Charqueadas, Canoas, Porto Alegre e Alvorada. A operação também teve como alvo seis apenados que estão em unidades prisionais de Charqueadas, Canoas e Erechim, com buscas realizadas por agentes da Polícia Penal.
Investigação aponta movimentação de quase R$ 16 milhões
As apurações tiveram início em setembro de 2025 e se concentraram no rastreamento de recursos oriundos do tráfico de drogas. Segundo a investigação, a organização criminosa teria como principal liderança um detento da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC).
Durante o trabalho policial, foram identificados operadores financeiros responsáveis por movimentar e ocultar valores por meio de contas bancárias próprias e de familiares. Conforme a Polícia Civil, o grupo teria lavado aproximadamente R$ 16 milhões entre os anos de 2023 e 2025.
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Justiça determina bloqueio de contas e apreensão de veículos
Além das buscas e apreensões, a 2ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro autorizou o bloqueio de dezenas de contas bancárias vinculadas a 20 investigados. A medida prevê o sequestro dos valores considerados provenientes de atividades ilícitas.
A Justiça também determinou a apreensão de sete veículos, entre automóveis e motocicletas, que, segundo a investigação, teriam sido adquiridos com recursos oriundos dos crimes praticados pela organização.
A Operação Rastrum mobilizou cerca de 90 policiais civis e mais de 50 policiais penais, contando ainda com apoio de agentes vinculados à Operação Nacional Brasil Contra o Crime Organizado/Divisas. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração do esquema financeiro da facção criminosa.







