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Projeto em Camaquã transforma vidas por meio da cerâmica e geração de renda

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Um projeto desenvolvido em Camaquã tem proporcionado novas oportunidades de aprendizado, autonomia e geração de renda para mulheres da periferia do município. Criada em 2023, a Estação Cultural Jardim das Flores utiliza a produção de peças em cerâmica como ferramenta de capacitação profissional e fortalecimento social.

A iniciativa é realizada no campus do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) em parceria com a Fundação de Apoio ao IFSul (FAIFSul) e atualmente atende 15 mulheres, a maioria moradora da comunidade Vila das Flores.

Segundo o professor Guilherme Macedo, o projeto busca formar novas ceramistas por meio de atividades práticas e coletivas. As participantes aprendem desde a modelagem das peças até o estudo de argilas, vidrados e processos de queima, além de receber orientações sobre comercialização dos produtos.

“O acolhimento, o empoderamento e a geração de renda são pilares do projeto”, destaca o professor.

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A coordenadora da iniciativa, professora Catiuscia Bordin Dotto, explica que o projeto conta com recursos de uma emenda parlamentar da deputada federal Fernanda Melchionna (PSol), no valor de R$ 200 mil. Entre as metas para este ano estão a construção de um forno na própria comunidade, permitindo maior autonomia às artesãs, e a ampliação dos espaços de exposição e venda das peças produzidas.

“Estamos organizando um portfólio e buscando parceiros como entidades, lojas e pontos turísticos para disponibilizar os produtos. O objetivo é transformar esse trabalho em uma fonte de renda para essas mulheres”, afirma.

As oficinas ocorrem semanalmente no campus do IFSul e muitas participantes acompanham o projeto desde sua criação. Nos últimos meses, o grupo marcou presença em cinco feiras de artesanato realizadas em Camaquã, Rio Grande e Porto Alegre.

A boa receptividade do público e os resultados obtidos com as vendas das peças têm incentivado as artesãs a ampliar a produção e buscar novos mercados.

Para a participante Dandara Quevedo, o próximo passo é expandir ainda mais a iniciativa.

“A minha expectativa para este ano é que possamos produzir mais peças, participar de mais feiras e levar esse projeto para outros lugares, transformando-o em uma fonte de renda fixa”, comenta.

Além do aprendizado técnico, a Estação Cultural Jardim das Flores tem se consolidado como um espaço de convivência, valorização pessoal e construção de novas perspectivas para mulheres que buscam independência financeira e oportunidades de desenvolvimento profissional.

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