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A direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) determinou, nesta terça-feira (7), que o partido apoie a pré-candidatura da deputada estadual Juliana Brizola (PDT) ao governo do Rio Grande do Sul nas eleições de 2026. A decisão foi tomada durante reunião do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) nacional e deve ser formalmente ratificada pela Executiva Nacional da sigla ainda nesta tarde.
Na prática, a medida representa uma intervenção inédita da direção nacional na instância estadual do partido, que vinha defendendo a manutenção da pré-candidatura própria de Edegar Pretto ao Palácio Piratini.
Segundo lideranças partidárias, a submissão do documento à Executiva Nacional é considerada apenas um trâmite formal, já que o comando nacional deve confirmar integralmente a orientação aprovada pelo GTE.
Aliança com o PDT e retirada de candidatura própria
A resolução estabelece a construção de uma aliança eleitoral entre PT e PDT no Rio Grande do Sul, com a cabeça de chapa destinada aos trabalhistas, representados por Juliana Brizola. Caso a decisão seja confirmada, 2026 marcará a primeira eleição desde a redemocratização em que o PT não terá candidato próprio ao governo gaúcho.
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O documento também aponta que a estratégia busca unificar forças do campo democrático e fortalecer o palanque regional para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A articulação política envolve acordos nacionais entre PT e PDT. O partido presidido por Carlos Lupi já declarou apoio à reeleição de Lula e, em contrapartida, buscava alianças estratégicas em estados como Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais.
A proposta de discutir a situação gaúcha no GTE partiu da corrente interna petista Socialismo em Construção (SoCo), liderada no Estado pelo deputado federal Paulo Pimenta, pré-candidato ao Senado.
Reação interna e situação de Edegar Pretto
Apesar da decisão nacional, Edegar Pretto afirmou que pretende manter diálogo com o diretório estadual antes de qualquer definição. Em nota, o pré-candidato destacou que sua candidatura foi aprovada por unanimidade no encontro estadual do partido e solicitou a convocação da instância gaúcha para debater o tema.
Segundo Pretto, sua pré-candidatura representa uma frente política mais ampla e não apenas uma iniciativa individual.
Com a orientação nacional, a Executiva Estadual do PT deve se reunir nos próximos dias para deliberar oficialmente sobre o posicionamento do partido no Estado.
Estratégia nacional e histórico eleitoral
A direção nacional do PT argumenta que a decisão está alinhada à estratégia eleitoral para 2026, que prioriza a construção de alianças amplas de centro-esquerda e a formação de palanques unificados nos estados considerados estratégicos para a disputa presidencial.
Historicamente, o PT lançou candidatos próprios ao governo do Rio Grande do Sul em todas as eleições desde 1990, elegendo governadores em duas ocasiões: Olívio Dutra, em 1998, e Tarso Genro, em 2010.
Caso confirmada a orientação, 2026 será a primeira eleição sem candidatura petista ao Executivo estadual.







