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Rio Grande do Sul fecha 2025 com menor taxa de desemprego da série histórica

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O Rio Grande do Sul encerrou o ano de 2025 com taxa de desemprego de 4%, a menor já registrada desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice coloca o Estado abaixo da média nacional, que ficou em 5,6% — também a menor taxa já registrada no país desde o início da série. Com o resultado, o Rio Grande do Sul aparece entre as unidades da federação com melhor desempenho no mercado de trabalho, ocupando a sétima posição no ranking nacional.

A pesquisa considera pessoas com 14 anos ou mais e inclui todas as formas de ocupação, como empregos com ou sem carteira assinada, trabalho temporário e por conta própria. Para ser considerada desocupada, a pessoa precisa ter procurado emprego nos 30 dias anteriores à entrevista. Ao todo, o IBGE visita cerca de 211 mil domicílios em todo o país.

Comparativo nacional e desempenho regional

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Entre os estados com menores taxas de desemprego estão Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3%). No Sul do país, além do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná também registraram índices baixos, de 2,3% e 3,6%, respectivamente.

Das 27 unidades da federação, 12 ficaram abaixo da média nacional de 5,6%, enquanto 15 apresentaram índices superiores. No outro extremo do ranking, Piauí (9,3%), Bahia (8,7%) e Pernambuco (8,7%) registraram as maiores taxas de desocupação.

Informalidade no RS é inferior à média brasileira

Outro dado relevante é o índice de informalidade. No Brasil, 38,1% dos trabalhadores atuam sem vínculo formal, o que significa ausência de direitos como 13º salário, férias remuneradas, seguro-desemprego e contribuição previdenciária.

No Rio Grande do Sul, a taxa de informalidade ficou em 31,4%, bem abaixo da média nacional e entre as menores do país. O Estado aparece atrás apenas de Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%), São Paulo (29%) e Paraná (31,6%) nesse indicador.

Os maiores índices de informalidade foram registrados principalmente nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para Maranhão (58,7%) e Pará (58,5%).

Rendimento médio acima da média nacional

O levantamento do IBGE também apontou que o rendimento médio mensal do trabalhador no Rio Grande do Sul foi de R$ 3.916 em 2025, valor superior à média nacional de R$ 3.560.

O Estado figura entre as nove unidades da federação com rendimento acima da média do país. O Distrito Federal lidera o ranking, com média de R$ 6.320, seguido por São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177).

Com baixa taxa de desemprego, informalidade controlada e rendimento médio acima da média brasileira, o Rio Grande do Sul encerra 2025 com indicadores positivos no mercado de trabalho, consolidando-se entre os estados com melhor desempenho econômico no cenário nacional.

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