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Rio Grande do Sul supera mil transplantes realizados nos primeiros seis meses de 2026

Rio Grande do Sul supera mil transplantes realizados nos primeiros seis meses de 2026

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O Rio Grande do Sul ultrapassou a marca de mil transplantes realizados nos primeiros seis meses de 2026. Dados da Central de Transplantes do Estado apontam que, entre janeiro e a segunda semana de junho, foram realizados 1.095 procedimentos, incluindo transplantes de órgãos sólidos e tecidos.

Do total, 367 envolveram órgãos como rim, fígado, coração e pulmão, enquanto outros 728 foram transplantes de tecidos, entre córneas, osso, pele e medula óssea. O número já se aproxima dos 1.215 procedimentos registrados durante o primeiro semestre de 2025.

Entre os transplantes realizados neste ano, destacam-se 455 de córnea, 274 de rim, 112 de medula óssea, 95 de osso, 73 de tecido escleral, 61 de fígado, 17 de coração, 15 de pulmão e três de pele.

Quase 3 mil pessoas aguardam na fila

Apesar dos avanços, a demanda por transplantes ainda é significativa no Estado. Atualmente, 2.978 pessoas aguardam por um órgão ou tecido.

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A maior fila é para transplante de rim, com 1.481 pacientes à espera. Em seguida aparece a fila para córnea, com 1.226 pessoas, enquanto 152 pacientes aguardam um transplante de fígado.

Para ampliar o número de doações e reduzir o tempo de espera, a Secretaria Estadual da Saúde mantém campanhas de conscientização voltadas à população e investe na qualificação das equipes hospitalares responsáveis por identificar e notificar possíveis doadores.

Capacitação contribui para novas doações

Um exemplo dos resultados desse trabalho ocorreu na última sexta-feira (12), quando foi realizado um transplante de rim viabilizado pela primeira doação de órgãos registrada no Hospital São Vicente de Paulo, em Osório.

A doação foi possível após médicos da instituição participarem, no fim de 2025, de uma capacitação promovida pela Organização de Procura de Órgãos (OPO), vinculada ao Sistema Estadual de Transplantes, no Hospital São Lucas, em Porto Alegre.

Com o treinamento, a equipe conseguiu identificar e notificar o caso em tempo adequado, permitindo a captação do órgão por profissionais da Santa Casa de Porto Alegre.

Segundo o coordenador da Central de Transplantes do Rio Grande do Sul, Rogério Caruso, a ampliação da rede de hospitais notificantes é fundamental para aumentar o número de doações.

“Todo hospital que possui UTI potencialmente apresenta casos de pacientes em morte encefálica. O que ocorre, muitas vezes, é que essa condição não seja detectada e, consequentemente, não seja notificada”, afirmou.

Caruso destacou ainda que o caso registrado em Osório demonstra o avanço na qualificação dos profissionais e na estrutura de atendimento da instituição.

Estado é referência nacional

Em 2025, o Rio Grande do Sul realizou 2.446 transplantes, número 8% superior ao registrado em 2024. O desempenho colocou o Estado na terceira posição nacional em transplantes de rim, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.

Com a manutenção dos investimentos em conscientização e capacitação, a expectativa é ampliar ainda mais o número de doações e transplantes, beneficiando pacientes que aguardam por uma oportunidade de tratamento e melhora na qualidade de vida.

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