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Teste do Pezinho completa 25 anos e reforça papel no diagnóstico precoce de doenças em recém-nascidos

Teste do Pezinho completa 25 anos e reforça papel no diagnóstico precoce de doenças em recém-nascidos

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O Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), conhecido como Teste do Pezinho, completa 25 anos neste mês de junho consolidado como uma das principais políticas públicas voltadas à saúde infantil no Brasil. Realizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o exame permite identificar precocemente doenças genéticas, metabólicas e infecciosas em recém-nascidos, possibilitando o início rápido do tratamento e reduzindo riscos de complicações graves.

Instituído pelo Ministério da Saúde em 2001, o programa se tornou uma ferramenta fundamental para a detecção de condições que muitas vezes não apresentam sintomas nos primeiros dias de vida, mas que podem causar sequelas permanentes ou até levar à morte quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente.

No Rio Grande do Sul, mais de 2,5 milhões de recém-nascidos já realizaram o exame desde a implantação do programa. Ao longo desse período, cerca de 2,6 mil crianças foram diagnosticadas com doenças contempladas pela triagem e encaminhadas para acompanhamento especializado.

Como funciona o exame

O Teste do Pezinho é realizado por meio da coleta de pequenas gotas de sangue, geralmente retiradas do calcanhar do bebê. O procedimento é simples, seguro e deve ser feito preferencialmente entre o terceiro e o quinto dia de vida.

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A coleta pode ocorrer ainda na maternidade, desde que o recém-nascido tenha pelo menos 48 horas de vida e já tenha iniciado a alimentação. Caso a alta hospitalar aconteça antes desse período, o exame pode ser realizado em unidades básicas de saúde.

Doenças investigadas

Atualmente, o teste realizado no Rio Grande do Sul rastreia sete condições:

  • Fenilcetonúria;
  • Hipotireoidismo congênito;
  • Doença falciforme e outras hemoglobinopatias;
  • Fibrose cística;
  • Hiperplasia adrenal congênita;
  • Deficiência de biotinidase;
  • Toxoplasmose congênita.

A triagem permite identificar essas doenças antes do surgimento dos sintomas, aumentando as chances de sucesso do tratamento e melhorando a qualidade de vida das crianças diagnosticadas.

Ampliação da triagem neonatal

O programa passa por um processo de expansão no Estado. Duas novas condições serão incorporadas à triagem: a imunodeficiência combinada grave e a atrofia muscular espinhal (AME).

Com a ampliação, o número de doenças investigadas passará de sete para nove, fortalecendo a capacidade de diagnóstico precoce e ampliando as oportunidades de intervenção médica ainda nos primeiros dias de vida.

Para viabilizar a expansão, o governo estadual firmou uma parceria com a Casa dos Raros, instituição especializada em diagnóstico, atendimento e pesquisa em doenças raras, com investimento previsto de R$ 36 milhões ao longo de 48 meses.

Resultado alterado exige confirmação

Especialistas ressaltam que o Teste do Pezinho é um exame de triagem e não um diagnóstico definitivo. Isso significa que um resultado alterado indica apenas a necessidade de investigação complementar.

Quando há suspeita de alguma condição, novos exames são realizados para confirmar ou descartar a doença. Por isso, é fundamental que pais e responsáveis acompanhem todas as orientações fornecidas pelos serviços de saúde.

Cobertura do exame

Dados do Ministério da Saúde apontam que a cobertura do Teste do Pezinho pelo SUS no Rio Grande do Sul tem se mantido próxima de 75% nos últimos anos. Em 2025, foram realizados 88.475 exames na rede pública para um total de 115.103 nascidos vivos, o que representa cobertura de 76,87%.

Os números consideram apenas os testes realizados pelo SUS e não incluem exames feitos na rede privada.

Ao completar 25 anos, o Programa Nacional de Triagem Neonatal segue sendo uma das principais estratégias de prevenção e cuidado à saúde infantil, contribuindo para o diagnóstico precoce e o tratamento de doenças que podem impactar toda a vida das crianças.

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