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A Copa do Mundo de 2026 registrou sua primeira troca de treinador. A Federação Tunisiana de Futebol anunciou a demissão de Sabri Lamouchi poucas horas após a derrota por 5 a 1 para a Suécia, na estreia da seleção africana pelo Grupo F, em Monterrey.
A decisão chama atenção pelo momento em que foi tomada. Apesar do revés na primeira rodada, a Tunísia segue com chances matemáticas de classificação para a próxima fase e com apenas um jogo tendo sido disputado em uma Copa do Mundo.
De acordo com informações divulgadas pelo jornalista Romain Molina, a repercussão da goleada foi determinante para o encerramento imediato do vínculo com o comandante.
Lamouchi deixa a seleção após apenas cinco partidas no cargo. Seu retrospecto foi de uma vitória, um empate e três derrotas. Antes da Copa do Mundo, a Tunísia perdeu amistosos para Áustria e Bélgica, empatou sem gols com o Canadá e venceu o Haiti por 1 a 0.
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Goleada acelerou decisão
Em campo, a Suécia construiu a vitória com autoridade. Yasin Ayari abriu o placar aos sete minutos de jogo, e Alexander Isak ampliou aos 30 minutos da primeira etapa.
A Tunísia ainda conseguiu diminuir antes do intervalo com Omar Rekik, que marcou o único gol da equipe africana e levou o placar para 2 a 1.
No segundo tempo, porém, os suecos dominaram completamente a partida e marcaram mais três vezes com Gyökeres, Svanberg e Ayarie mais uma vez, fechando o placar em 5 a 1. O resultado colocou a Tunísia na última posição do Grupo F e aumentou a pressão sobre a comissão técnica.
Caso raro na história das Copas
A demissão de Lamouchi representa apenas a quarta troca de treinador durante uma edição de Copa do Mundo.
Os únicos precedentes ocorreram em 1998, quando três seleções decidiram mudar de comando após derrotas nas duas primeiras rodadas da fase de grupos. Na ocasião, Carlos Alberto Parreira foi demitido pela Arábia Saudita, Cha Bum-kun deixou a Coreia do Sul e Henryk Kasperczak foi dispensado pela própria Tunísia.
Curiosamente, as três seleções conseguiram evitar derrotas na rodada final daquela edição do torneio após as mudanças de comando.
O caso de 2026, no entanto, apresenta uma diferença significativa. Enquanto os treinadores demitidos em 1998 deixaram seus cargos após duas partidas, Lamouchi foi dispensado logo após a estreia. Com isso, o novo comandante terá duas rodadas para tentar reverter a situação da equipe.
A missão, entretanto, não será simples. Além da Suécia, o Grupo F conta com Japão e Holanda, adversários considerados favoritos à classificação para a fase eliminatória. A Tunísia terá de ser a zebra do grupo e precisará somar pontos nas próximas partidas para manter vivo o sonho de avançar para a próxima fase do Mundial.







