Vereador Tili se posiciona contra proposta de vale-alimentação para vereadores em Camaquã

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O vereador Vladimir Tili (Progressistas) se manifestou publicamente nesta terça-feira (10) sobre o Projeto de Resolução nº 1/2026, que propõe estender o benefício de vale-alimentação aos vereadores da Câmara Municipal de Camaquã. A proposta, apresentada pela Mesa Diretora, altera a Resolução nº 9, de 2 de setembro de 2002, que atualmente prevê o benefício apenas para servidores do Legislativo.

A manifestação do parlamentar ocorreu no início da tarde, por meio de uma nota oficial publicada em suas redes sociais, após a repercussão do projeto entre a comunidade. Tili é o primeiro vereador a se posicionar publicamente sobre a proposta desde que o tema passou a ser divulgado por veículos de comunicação da região e ganhou grande repercussão nas redes sociais.

Outros vereadores também deverão se manifestar sobre o assunto nos próximos dias. Em contato com a reportagem do Sul 360, o presidente da Câmara Municipal e integrante da Mesa Diretora, autora do projeto de resolução, Vinícios Araújo, informou que não irá se pronunciar neste momento sobre a proposta.

O que diz o projeto

O texto apresentado pela Mesa Diretora prevê que o vale-alimentação passe a contemplar vereadores e servidores em atividade do Poder Legislativo, podendo também ser estendido a servidores cedidos por outros órgãos públicos. O benefício teria natureza indenizatória, destinado ao ressarcimento de despesas com alimentação no exercício da função, sem caráter salarial.

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Entre as mudanças previstas no projeto também está a aplicação de desconto equivalente ao dobro do valor unitário do vale em casos de faltas injustificadas de vereadores em sessões ordinárias ou extraordinárias. A proposta estabelece ainda uma coparticipação de 1% do valor total recebido mensalmente, com desconto em folha.

A justificativa do projeto cita entendimento recente do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS), que reconhece a possibilidade de concessão de vale-alimentação a agentes políticos, desde que o benefício tenha caráter indenizatório e não configure aumento de subsídio.

Apesar disso, o vereador afirmou que não será favorável à medida. Segundo ele, o subsídio recebido pelos vereadores já é suficiente para o exercício da função e a criação de um novo benefício não seria necessária.

O parlamentar também destacou que sua posição está relacionada ao respeito aos recursos públicos e à responsabilidade com o dinheiro da população.

O Projeto de Resolução nº 1/2026 segue em tramitação na Câmara Municipal e ainda deverá ser analisado e votado pelos vereadores em plenário.

Nota oficial

“Diante da repercussão que está sendo gerada sobre a resolução que visa conceder vale-alimentação aos vereadores, considero importante deixar clara a minha posição.

Respeito o entendimento dos colegas que defendem a proposta, mas, na minha opinião, o vereador já recebe um bom subsídio para exercer sua função e não há necessidade de criar mais esse benefício.

Por respeito ao dinheiro público e às pessoas que confiam no meu trabalho, não serei favorável a essa medida.

Cada vereador tem o direito de pensar de uma forma, e eu respeito isso. Mas sigo convicto de que precisamos dar exemplo de responsabilidade com os recursos públicos.”

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