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As fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul aumentam não apenas o risco de alagamentos e inundações, mas também a possibilidade de doenças e acidentes após a água baixar. Diante desse cenário, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) reforçou uma série de orientações para que a população adote medidas de prevenção durante a limpeza de imóveis e no contato com áreas atingidas pelas enchentes.
O alerta destaca que lama, água contaminada, alimentos impróprios para consumo e a presença de animais peçonhentos podem representar riscos à saúde. A recomendação é que qualquer pessoa que apresente sintomas após contato com áreas alagadas procure atendimento médico imediatamente.
Limpeza dos imóveis exige cuidados
Antes de entrar em residências atingidas pela enchente, a orientação é verificar se há rachaduras, risco de desabamento, problemas na rede elétrica ou vazamento de gás. Caso exista qualquer dúvida sobre a segurança do imóvel, a recomendação é buscar auxílio da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros ou de profissionais especializados.
Durante a limpeza, é indispensável utilizar botas e luvas de borracha para evitar contato direto com a lama e com objetos cortantes escondidos entre os resíduos. Após a remoção do barro e do lixo, pisos, paredes, móveis e utensílios devem ser lavados com água e sabão e, posteriormente, desinfetados com solução de água sanitária na proporção recomendada pelas autoridades sanitárias.
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Também é importante higienizar cuidadosamente as mãos e qualquer parte do corpo que tenha entrado em contato com a água da enchente.
Leptospirose está entre os principais riscos
Uma das principais preocupações após enchentes é a leptospirose, doença causada por uma bactéria presente na urina de ratos e outros animais infectados.
Os sintomas costumam surgir entre cinco e 30 dias após o contato com água contaminada e incluem febre, dor de cabeça, dores musculares — principalmente nas panturrilhas —, perda de apetite, náuseas e vômitos.
Quem apresentar esses sintomas após contato com áreas alagadas deve procurar imediatamente uma unidade de saúde e informar a exposição ao risco. O tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Hepatite A, tétano e animais peçonhentos também preocupam
As enchentes também aumentam o risco de hepatite A, transmitida principalmente pelo consumo de água e alimentos contaminados. Entre os sintomas estão febre, mal-estar, náuseas, urina escura, fezes claras e pele ou olhos amarelados.
Outro alerta é para o tétano acidental, que pode ocorrer quando ferimentos entram em contato com lama ou objetos contaminados. Por isso, a recomendação é manter a vacinação em dia, utilizar equipamentos de proteção e procurar atendimento em caso de ferimentos.
Além disso, cobras, aranhas, escorpiões e lacraias podem se deslocar durante as enchentes e permanecer escondidos em entulhos, móveis e materiais acumulados. Em caso de picada, a orientação é lavar o local com água e sabão e buscar atendimento médico imediatamente. Não se deve fazer torniquetes, cortes ou tentar retirar o veneno.
Em situações envolvendo animais peçonhentos, a população pode obter orientações pelo Centro de Informação Toxicológica (CIT), no telefone 0800-721-3000, que funciona 24 horas por dia.
Atendimento médico e orientações aos serviços de saúde
A Secretaria da Saúde orienta que qualquer pessoa que apresente febre, diarreia, vômitos, dores musculares, sintomas respiratórios ou outros sinais de adoecimento após contato com áreas alagadas procure uma unidade de saúde.
Além das recomendações à população, o Estado disponibilizou orientações específicas aos profissionais de saúde para reforçar a vigilância epidemiológica durante o período de enchentes. As diretrizes incluem procedimentos para diagnóstico, tratamento e notificação de doenças como leptospirose, hepatite A, tétano, doenças diarreicas e acidentes com animais peçonhentos, buscando acelerar a identificação dos casos e a resposta dos serviços de saúde.







