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O Partido Republicanos anunciou nesta terça-feira (4) que não apoiará nenhum candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão foi oficializada durante a convenção nacional da legenda, realizada em Brasília, e estabelece uma posição de independência institucional na disputa pelo Palácio do Planalto.
Com a definição, o partido também confirmou que não lançará candidato próprio à Presidência. A medida permite que os diretórios estaduais tenham autonomia para firmar alianças de acordo com as realidades políticas de cada estado, sem uma orientação do diretório nacional.
Em nota, o Republicanos afirmou que a decisão foi tomada após consultas às executivas estaduais e levou em consideração o crescimento da legenda em todo o país, além das diferentes composições políticas construídas nos estados.
Segundo o partido, a neutralidade na disputa presidencial não representa ausência de posicionamento político, mas busca preservar a unidade interna e respeitar a autonomia das lideranças regionais.
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Decisão foi discutida internamente
Nos bastidores, a neutralidade vinha sendo debatida nas últimas semanas. De acordo com dirigentes da legenda, a maioria dos diretórios estaduais defendeu que o partido não formalizasse apoio a nenhum candidato à Presidência.
A decisão também foi comunicada previamente ao Partido Liberal (PL), que buscava o apoio do Republicanos para fortalecer a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Com o anúncio, a estratégia do PL de ampliar sua coligação nacional sofre mais um revés, após a federação União Brasil-Progressistas também optar por não declarar apoio formal a nenhum candidato ao Palácio do Planalto.
Alianças estaduais serão mantidas
Apesar da posição nacional de neutralidade, o Republicanos informou que os diretórios estaduais poderão construir alianças conforme as estratégias políticas locais.
Na nota oficial, a legenda destacou que continuará defendendo pautas como responsabilidade fiscal, fortalecimento das instituições, segurança jurídica, desenvolvimento econômico e social, além de priorizar a ampliação de sua representação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal nas eleições deste ano.







